Depois da Sessão #1 — Quando a cultura geek encontra as histórias que nos formaram
Na estreia da nova newsletter da IS, falamos sem cerimônia sobre o final decepcionante de The Boys e abrimos os arquivos vivos de Impérios Sagrados com o relato de Cristian e Caroline.
Olá, pessoal! Estamos começando uma nova newsletter na IS. Para explicar melhor, ela irá funcionar da seguinte forma: a cada 15 dias vamos publicar uma nova edição do Depois da Sessão”, uma newsletter que fala sobre assuntos mais nerds, como RPG, séries, filmes, mangás, mas sob a nossa perspectiva, com as nossas opiniões e visões, de forma ácida e direta. E contará com dois segmentos: o Checkpoint Geek, em que vamos falar as nossas opiniões e sobre assuntos do momento na esfera geek e o Quem Estava Lá, um segmento em que gostaríamos de partilhar melhor o universo de RPG Impérios Sagrados por meio de relatos e depoimentos de antigos jogadores e jogadoras.
Checkpoint Geek
The Boys… o que falar sobre essa série… preciso ser honesto: sinceramente nunca achei ela grande coisa desde a primeira temporada, não no quesito de dizer que era ruim ou coisa do tipo, mas que simplesmente não clicou comigo. Mas, ainda assim, seja por conta da febre dos heróis ou por não conseguir ficar sem ouvir falar sobre ela, acompanhei de forma despretenciosa a série do início ao fim. No entanto, não posso mentir que tinha uma certa expectativa pela quinta temporada.
Mas foi a cada semana, episódio após episódio, que ficava mais confuso com a direção que a série estava tomando, começando pela trama do vírus de Gen V e da quarta temporada, que foi praticamente jogada pro alto logo no primeiro episódio, para depois focar a maior parte da temporada atrás do V1, o que mudou praticamente nada para a resolução final da série, visto que a resolução final da série veio de um deus ex machina. Um final sem sal, sem graça e decepcionante, vindo do inexplicável desperdício de Gen V e da própria quarta temporada da série.
Quem Estava Lá Conta
O que começou como uma simples mesa de RPG entre amigos e amigas acabou se transformando em algo muito maior: uma narrativa viva, contínua e atravessada pelo tempo. Há mais de 27 anos, o Universo Impérios Sagrados (ou simplesmente: IS) acompanha não apenas personagens, reinos, guerras e deuses, mas também a vida de quem passou por essa mesa enquanto jogadora, jogador e narrador. Sim, a história da IS segue sendo construída de forma ininterrupta há quase três décadas. O que você encontrará aqui não é apenas a cronologia de um vasto universo de fantasia, mas também os rastros das pessoas que ajudaram a construí-lo, dentro e fora do jogo. Porque, no fim, a Impérios Sagrados nunca foi apenas sobre personagens fictícios: sempre foi também sobre nós. E, como diria Jack: vamos por partes!
Tudo começou… A visão do Mestre do Jogo: Cristian
… com quatro amigos jogando RPG aos domingos e todos na faixa etária dos 13 anos de idade: Cristian, Vinícius, Lucas e William. Batalhas épicas, lendárias e com aquele gostinho de quero mais. Nós fizemos um sistema de jogo que misturava D&D, Mundo das Trevas e GURPS e que batizamos de: Impérios Sagrados. mesmo após a dissolução da primeira mesa de jogo de RPG outra mesa de jogo foi formada com novas e novos jogadores… e assim consecutivamente chegamos em 2026 agora com o streaming da mesa da IS no Youtube. E acredito que a jogadora Caroline pode contar um pouco mais…
Caroline Pinheiro também conhecida como Daiha D’arzend
Existem momentos na vida em que algo aparentemente simples muda tudo. Para mim, um desses momento veio com o RPG. Mas não foi apenas um jogo. Foi uma travessia. Naquele mundo fantástico, eu podia ser o que não me parecia possível na realidade. Podia experimentar versões de mim que ainda não tinham espaço para existir. Podia errar, ousar, liderar sem pedir permissão. E foi nesse espaço que ela nasceu: Daiha D’arzend.
Mais do que uma personagem, Daiha foi construída ao longo do tempo. São mais de 20 anos caminhando com ela, moldando e sendo moldada, vivendo histórias que, de alguma forma, também me atravessavam.
Em uma de suas linhas temporais, ela habitava um reino onde, apesar de a Deusa ser mulher, o poder ainda era sustentado por homens. Um mundo que reverenciava o feminino… mas não o colocava no comando. Daiha não aceitou esse limite. Ela não pediu espaço. Ela ocupou. E assim se tornou a primeira Arcana Geral do império. Mas títulos nunca contam a história inteira. Antes deles, vieram os desafios. As quedas. As escolhas difíceis.
Vieram os momentos em que continuar exigia mais do que força, exigia convicção. E, ao longo desse caminho, algo silencioso acontecia: Enquanto eu criava Daiha… Daiha também me criava. A coragem que eu narrava nela começou a aparecer em mim. A firmeza com que ela caminhava começou a influenciar minhas decisões. Aquilo que antes era apenas fantasia começou a se infiltrar na minha realidade. Porque, no fim, talvez seja isso que as boas histórias fazem. Elas não nos afastam de quem somos. Elas nos revelam.
Daiha nunca foi apenas uma personagem. Ela foi uma possibilidade. E reconhecer isso foi entender que aquilo que eu admirava nela… sempre esteve, de alguma forma, dentro de mim. E você?
Existe alguma história, personagem ou versão de si mesma que já te mostrou quem você poderia ser? Conta para nós!
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