Depois da Sessão #5 — De Volta ao Jogo
Adaptações, novos caminhos e as histórias de quem ajudou a construir os 29 anos de Impérios Sagrados.
Oi Sumida! Que semanas insanas! Eu sei que é meio clichê sumir por algumas semanas e depois reclamar delas, mas vou fazer o que se é verdade? O importante é que estamos de volta e não poderia ser em uma semana melhor.
Checkpoint Geek
Neste fim de semana aconteceu a San Diego Comic-Con, uma das maiores convenções de cultura pop e quadrinhos do mundo, e com ela veio um verdadeiro mar de anúncios e trailers. A Mattel volta às telas com mais uma adaptação, Matchbox, e, depois de dois acertos fenomenais, não ouso mais subestimar aquilo de que ela é capaz. Já a nova tentativa de adaptar Resident Evil parece finalmente ter encontrado o tom que os fãs — pelo menos eu — tanto amam nos jogos. Vamos torcer para que, desta vez, dê certo.
Como sempre, a Marvel transformou seu painel em um espetáculo, apresentando novidades de Vingadores: Doutor Destino, Pantera Negra 3 e até um novo filme do Motoqueiro Fantasma com Ryan Gosling — anúncio que, confesso, me agradou bastante. Do outro lado, o novo trailer de Cara-de-Barro, abraçando sem medo o horror corporal, acendeu minha curiosidade por um personagem que eu jamais imaginei ver protagonizando um filme.
Mas, em meio a tantos anúncios, foram as séries que realmente conquistaram minha atenção. O primeiro vislumbre de Neuromancer, adaptação do clássico cyberpunk de William Gibson, já a colocou entre as produções que mais quero acompanhar. Ainda assim, minhas maiores expectativas estão em A Rainha dos Condenados, título da quarta temporada de Entrevista com o Vampiro, e em Avatar: Seven Havens.
Falando em adapta…
Acredito que falamos abertamente no passado sobre a adaptação do nosso antigo sistema de RPG para o Pathfinder 2e, assim como o nosso trabalho para inserir e deixar disponível todo o cenário Impérios Sagrados para ser jogável na plataforma Foundry, onde são realizados os jogos da nossa mesa de RPG. Estamos trabalhando na atualização das mecânicas do antigo sistema para o novo, e esse trabalho já está apresentando frutos.
Nas últimas semanas estamos trabalhando na adaptação de uma das mecânicas mais importantes para o nosso cenário: os dons dos deuses. Explicando de uma forma mais simples, os dons são bênçãos concedidas pelos deuses para aqueles que nascem na sua fé e que representam a própria epopeia e valores da divindade. Os dons são uma marca importante, não apenas como um poder de combate, mas como uma identidade cultural de cada povo de Asdem. Por isso, nas últimas semanas, adaptamos até agora 9 dons para o Pathfinder, sendo que a maioria deles já está implementada no Foundry.
Além dos dons, estamos trabalhando para adaptar as classes originais do nosso cenário. Fora as classes hartari e duldron, outras 3 classes estão sendo trabalhadas, assim como duas tradições mágicas. E tão importante quanto: TODO o cenário de jogo da IS agora tem sua própria wiki: wiki.imperiossagrados.com.br
Quem Estava Lá Conta
O que começou como uma simples mesa de RPG entre amigos e amigas acabou se transformando em algo muito maior: uma narrativa viva, contínua e atravessada pelo tempo. Há mais de 29 anos, o Universo Impérios Sagrados (ou simplesmente: IS) acompanha não apenas personagens, reinos, guerras e deuses, mas também a vida de quem passou por essa mesa enquanto jogadora e jogador.
Tudo começou… A visão do Mestre do Jogo: Cristian
… com quatro amigos jogando RPG aos domingos e todos na faixa etária dos 13 anos de idade: Cristian, Vinícius, Lucas e William. Batalhas épicas, lendárias e com aquele gostinho de quero mais. Nós fizemos um sistema de jogo que batizamos de: Impérios Sagrados… e assim chegamos em 2026 agora com o streaming da mesa da IS no Youtube…

Yuri Nalin também conhecido como Andrius Ravier Firenze:
Quando me pediram para criar um texto relatando minha experiência com Impérios Sagrados ao longo dos anos, logo pensei “de quantas formas diferentes consigo falar sobre Andrius?”.
Brincadeiras a parte, a verdade é que a resposta para essa pergunta acima é “muitas”. Ainda que tenha jogado por todos meus anos de atividade apenas com Andrius como meu personagem, o Andrius dos meus primeiros jogos definitivamente já não era mais o mesmo dos últimos – últimos, até o momento…
Tendo iniciado em meus tenros 18 anos, para todos efeitos um adolescente, a jocosidade e descompromisso com tudo que não fosse divertido eram muito visíveis em Aldren, que viria a ser conhecido depois como Andrius. Também era muito visível minha completa falta de experiência com RPGs de mesa, apesar de várias tentativas anteriores, mas não precisamos entrar em detalhes sobre essa experiência dolorosa. E isso não era necessariamente um problema, a idade, visto que Andrius também iniciou sua carreira de ladrão político como um jovem coroinha – sim – inexperiente.
Entretanto, o tempo não funciona da mesma forma na vida real e em uma campanha de RPG. E eu vi Andrius crescer pessoal e profissionalmente, casar-se, ter filhos, enquanto para o Yuri, muito pouco havia mudado e esse conflito logo tornou-se um problema. Acho que esse foi o principal momento em que vi que interpretar Andrius em jogo ia muito além de uma mera brincadeira de faz-de-conta – e esse é um dos maiores pontos fortes de IS e que mais me satisfaz em ter tido a oportunidade de participar. Com a ajuda do Cris – e MUITO esforço – aprendi a como melhorar minha conexão com o personagem e deixar Andrius viver e falar através de mim. Me tornar apenas um espectador de sua história. E nesse processo, além de me ajudar a me tornar um bocado menos tímido e mais expressivo, passei a observar cada vez mais os desafios e situações que Andrius enfrentava em sua jornada, e amadurecemos juntos.
Crescimento pessoal à parte, não é necessariamente para isso que entramos em uma mesa de RPG, e sem sombra de dúvidas não faltaram outras razões para ter boas memórias. Conheci várias pessoas espetaculares, compartilhei muitas risadas e lágrimas, em mesa e fora dela. Vivi histórias épicas com outros personagens que se tornaram lendas que todos conhecem. Ajudei a construir um universo vivo, deixar marcas num mundo que repercutem e são lembradas até hoje, anos depois de minha participação. E se esse esforço do Cristian, de fazer com que IS seja uma história em constante mudança, mas sem nunca deixar o passado ser esquecido, não é uma jogada de mestre que engrandece a experiências dos jogadores, não sei o que é RPG.
É por isso que sempre que me pego lembrando dos meus anos de Impérios Sagrados percorro uma montanha-russa de emoções que vai da histeria, à euforia, ao desespero e tristeza – é, algumas vezes as coisas ficavam sombrias – mas a viagem sempre termina no orgulho. Orgulho ao perceber a dimensão do que Impérios Sagrados representa para tantas pessoas, saber que fiz parte dessa jornada e torcer para que muitas mais ainda tenham essa mesma oportunidade!
📌 Mais informações e conteúdos da Casa IS:
🔗 Site: www.imperiossagrados.com.br
📚 Catálogo de livros: estanteis.mycartpanda.com
➡ Confira, clicando aqui, a nossa equipe de Escritoras e Escritores!
✉️ Envio de manuscritos originais: imperiossagrados@gmail.com
📸 Instagram: @imperios_sagrados e @iseditora
🎙️ Nosso Podcast: Podcast IS
Obs: Jheremy Ravier Firenze, esposo de Andrius, disse “cuidado, esse homem é mau e corrupto, não acreditem nele”… silêncio… “mas ele sustenta a casa, então, é melhor não acreditarem em mim”… silêncio… Píu!






Que post riquíssimo!!!