Guia de Protagonistas nasce para quem ainda não faz ideia do que acontece quando algumas pessoas se reúnem para construir uma história que ninguém conhece por inteiro. Em Entre na História, vamos descobrir como funciona o RPG e por que uma escolha pode mudar tudo; em Impérios, Deuses e Lendas, atravessaremos os mundos, povos, conflitos e mistérios do Universo IS; em Enquanto Isso, na Mesa..., acompanharemos as decisões que estão transformando agora a campanha oficial; e, em Seu Lugar à Mesa, mostraremos que você não precisa conhecer regras, saber atuar ou possuir qualquer experiência para começar. Por fim, em Eu ia acertar, mas..., lembraremos que até os maiores planos podem terminar diante de um resultado desastroso nos dados, porque fracassar também cria histórias inesquecíveis. Abra a porta, escolha seu caminho e venha descobrir…
O maior poder que recebi na vida surgiu quando entendi que poderia, sim, mudar uma história se não gostasse do que estava acontecendo nela. Diferentemente de um filme, de um livro ou de uma peça de teatro, nos quais o final já está determinado, conheci algo que me deu o poder de transformar completamente os rumos de uma narrativa. Na verdade, essa experiência também me fez compreender que nem toda história precisa ter um final.
Tá, mas o que isso quer dizer? Para quem já tem alguma familiaridade com esse universo, estou falando do RPG. A sigla vem de Role-Playing Game, expressão que pode ser traduzida como jogo de interpretação de papéis ou jogo de representação. Nessa modalidade, cada participante assume o papel de uma personagem fictícia e, junto com as demais pessoas, constrói uma história que ainda não está inteiramente escrita. É algo próximo de um teatro de improviso, mas guiado por regras, escolhas, dados e por um sistema de jogo. Ao longo dos anos, também descobri os benefícios sociais, psicológicos e criativos de jogar RPG. Mas você já conhecia esse universo? Já jogou alguma vez?
Jogar RPG, porém, não significa controlar tudo o que acontece. Você pode decidir entrar pelo corredor escuro, confiar em alguém que parece suspeito, recusar uma aliança ou enfrentar uma criatura muito mais poderosa do que sua personagem. O que acontecerá depois dependerá das escolhas das outras pessoas, das regras, dos dados e de consequências que ninguém havia planejado. Talvez seja justamente esse o encanto: entrar em uma história sem conhecer o final e descobrir que, a partir daquele momento, ela também depende de você. E o que você vai fazer agora se?
🎲 Entre na História
Em um livro ou filme, podemos discordar das escolhas das personagens, mas não conseguimos impedir que elas aconteçam. No RPG, essa relação muda: você entra na história por meio de uma personagem, recebe uma situação, decide o que fazer e precisa conviver com as consequências. Claro, além de uma ficha de jogo, que representa a vida da personagem, dados que são jogados para as decisões, temos o que eu mais gosto: a companhia de outros pessoas para jogar e construir coletivamente uma grande história.
Os dados entram quando existe dúvida sobre o resultado de uma ação, mas não decidem sozinhos a história. A escolha vem antes: ninguém joga um dado para descobrir se deseja entrar no corredor escuro; primeiro decide entrar, depois pode precisar dos dados para descobrir o que acontece lá dentro.Ao longo de quase 30 anos eu descobri o imenso pode em jogar RPG.
Talvez um dos grandes significados que o RPG imprimiu na minha vida seja justamente esse: estar com os amigos. E dessa história com amigos nasceu o cenário de jogo IS Impérios Sagrados, construído com as histórias de jogadoras e jogadores que jogaram, ou ainda jogam, na Mesa Oficial da IS. Que hoje tem até a sua própria página na Wikipédia.
Se você nascesse em um mundo no qual os deuses concedem poderes, mas também esperam obediência, aceitaria o dom recebido, recusaria seu destino ou tentaria usar esse poder contra quem o concedeu?
🌎 Impérios, Deuses e Lendas
Como seria viver em um mundo no qual política, religião e poder são inseparáveis? Essa pergunta está no coração do cenário de jogo que chamamos de Universo IS Impérios Sagrados. Nele, os deuses não permanecem distantes, apenas observando a vida de quem acredita neles. Suas vontades atravessam impérios, sustentam governos, provocam guerras, concedem poderes e influenciam as escolhas de pessoas que precisam decidir entre obedecer ao destino que receberam ou tentar construir outro para si.
Asdem é o mundo que abre as portas para esse cenário e onde se passam muitas das histórias da IS. Comecei a construir esse universo em 1996 por meio de campanhas de RPG e, posteriormente, passei a ampliá-lo em livros, imagens, mapas e outros projetos. Ao longo desses anos, uma pergunta atravessou muitas das histórias que criei e daquelas que foram tecidas coletivamente na mesa de jogo: em que medida posso escolher quem desejo ser quando nasci dentro de um império, de uma religião e de uma história que parecem já ter decidido tudo por mim?
O planeta Asdem é apenas um entre outros onze que compõem o Cenário de Jogo IS. Isso talvez ajude você a imaginar a dimensão desse universo e a variedade de povos, espécies, reinos, impérios, culturas, magias, poderes, divindades, conflitos e amores que estão à disposição de quem entra nele. Foi especificamente no continente de Endrieth, em Asdem, que os jogos começaram. Desde então, o cenário permanece em expansão nos livros escritos sobre esse mundo, nas transmissões da Mesa Oficial e nas narrativas construídas coletivamente ao longo de 30 anos.
Mas conhecer Asdem não significa apenas observar seus mapas, estudar seus impérios ou acompanhar as guerras de personagens que já existem. Significa imaginar que lugar você ocuparia nesse mundo. A qual divindade entregaria sua fé? Que poder aceitaria receber? Qual império defenderia e contra qual deles lutaria? Você obedeceria às tradições do povo em que nasceu ou arriscaria tudo para se tornar outra pessoa? Em Impérios Sagrados, entrar no mundo também significa descobrir que nenhuma origem precisa determinar inteiramente o destino de uma personagem. Afinal, uma história pode começar muito antes de você chegar, mas muda no instante em que suas escolhas passam a fazer parte dela.
Mas IS e muito menos Asdem se resumem à questões de fé. Ainda bem!
⚔️ Enquanto Isso, na Mesa...
Antes de entrarmos na campanha atual, talvez seja importante explicar quem faz o quê em uma mesa de RPG. O mestre ou a mestra apresenta o mundo, interpreta as personagens que vivem nele, descreve situações, propõe desafios e conduz as consequências das decisões, mas não controla sozinho a história. Os jogadores e as jogadoras interpretam suas próprias personagens, escolhendo o que dizem, como agem, em quem confiam e quais riscos estão dispostos a correr. O jogo nasce justamente desse encontro entre a narrativa apresentada por quem mestra, as decisões de quem joga e as regras ou dados utilizados quando o resultado de uma ação é incerto. Uma aventura corresponde a uma história ou missão específica, enquanto uma campanha reúne diversas aventuras conectadas, desenvolvidas ao longo de várias sessões e, em alguns casos, durante muitos anos. É por isso que ninguém conhece antecipadamente todo o caminho: quem mestra prepara possibilidades, quem joga faz escolhas e a história surge daquilo que constroem em conjunto.
A campanha oficial que desenvolvemos desde 2025 recebe o título A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita. Sua narrativa se passa cem anos após um dos acontecimentos mais marcantes da história de Asdem: a libertação de Kalien, antigo líder élfico conhecido entre seus seguidores como A Boa Luz. Depois de romper seu aprisionamento, Kalien reuniu novamente a Ordem dos Duldrons e conduziu um exército que conquistou grande parte do planeta, submetendo três dos seis continentes de Asdem ao seu domínio. Sua expansão ultrapassou as fronteiras desse mundo e alcançou diferentes planetas das Gêneses da Magia, incluindo a Gênese Esmeralda, onde importantes reinos élficos se aliaram à sua causa. Durante um século, o domínio de Kalien pareceu praticamente incontestável, até que um levante iniciado no sul de Endrieth revelou que seu império talvez não fosse tão absoluto quanto todos acreditavam.
É nesse mundo dominado pelos Duldrons que diferentes personagens precisam escolher entre a submissão, a resistência e alianças cujas consequências ainda não conseguem prever. Entre as figuras mais influentes desse período estão Darkassan Dragonon (Adriano), proclamado Imperador dos Elfos por parte dos reinos élficos; Nefesh, Sumo Sacerdote da Vastidão de Séth (Welyson); James Relsin’d II (Lucas), Avatar e Imperador de Zaurin; Korlyng Haldel’t, líder da Hartari Order; e Illarian Laikar (Luiz Otávio), cuja verdadeira identidade permanece envolta em mistério. Ao lado dessas grandes lideranças, acompanhamos Bríar CantaSombras (Caroline Lazulli), soldado élfico seguidor do também Imperador dos Elfos Diûwen; Aalyah Caim Leli Lafar (Olivia), feiticeira e princesa disfarçada do Império de Lurini; Guntar (Geraldo), valoroso guerreiro orc de Urac; e Kaedriel (Jéssica), sacerdotisa da deusa Nérta. Seus caminhos convergiram para uma grande batalha no Império de Zaurin, após a qual Kalien e as forças aliadas estabeleceram um acordo que, longe de encerrar o conflito, inaugurou uma nova fase da guerra, marcada por alianças frágeis, interesses divergentes e ameaças que ultrapassam os limites conhecidos de Asdem.
É nesse contexto que A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita dá continuidade à cronologia oficial do Universo IS. Em nossa Mesa Oficial, cada sessão acrescenta novos acontecimentos ao cânone e preserva a tradição iniciada em 1996 de construir coletivamente uma história viva, na qual decisões, alianças, fracassos e vitórias podem modificar o destino de impérios inteiros. Nada está completamente encerrado, porque quem joga não acompanha apenas aquilo que acontece: participa das escolhas que determinam o que acontecerá depois. Em um mundo transformado pelo domínio dos Duldrons, permanece a pergunta que atravessa toda a campanha: se Asdem se curvou diante de Kalien há um século, quem é verdadeiramente responsável pelo mundo que existe hoje? E, diante da possibilidade de uma nova ruptura na história, de que lado cada personagem escolherá permanecer?
Acompanhe os Jogos Oficiais da Mesa da IS clicando aqui (no Youtube)!
❤️ Seu Lugar à Mesa
Se você pudesse entrar hoje em uma história, quem gostaria de ser: alguém que protege um império, alguém que deseja destruí-lo ou alguém que ainda não sabe de que lado está?
Toda lenda começa quando alguém aceita entrar na história. Talvez a próxima comece com você.
🤯 Eu ia acertar, mas…
Era para ser a primeira batalha da mesa de jogo ao vivo e a cores. Guntar, nos últimos jogos, aquele orc que você olha e sai correndo… NÃO tem acertado nem a mortadela no pão kkkk Ele errou todos os ataques e a fúria dele tava mais pra uma brisa de verão! Você sabe de qual episódio da nossa Mesa Oficial eu estou falando?
Eu pensei em um espaço para que as personagens do cenário que estão na campanha atual possam falar, o que você acha? Seria legal? A news ficou com muito conteúdo? O que posso incluir sem que fique muito extensa?
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