Os outros "eus" que habitam em nós...
Uma jornada através do RPG, da imaginação e das versões de nós que esperam coragem para existir
Existem momentos na vida em que algo aparentemente simples muda tudo.
Para mim, um desses momento veio com o RPG.
Mas não foi apenas um jogo.
Foi uma travessia.
Naquele mundo fantástico, eu podia ser o que não me parecia possível na realidade. Podia experimentar versões de mim que ainda não tinham espaço para existir. Podia errar, ousar, liderar sem pedir permissão.
E foi nesse espaço que ela nasceu.
Daiha D’arzend
Mais do que uma personagem, Daiha foi construída ao longo do tempo. São mais de 20 anos caminhando com ela, moldando e sendo moldada, vivendo histórias que, de alguma forma, também me atravessavam.
Em uma de suas linhas temporais, ela habitava um reino onde, apesar de a Deusa ser mulher, o poder ainda era sustentado por homens. Um mundo que reverenciava o feminino… mas não o colocava no comando.
Daiha não aceitou esse limite.
Ela não pediu espaço.
Ela ocupou.
E assim se tornou a primeira Arcana Geral do império.
Mas títulos nunca contam a história inteira.
Antes deles, vieram os desafios.
As quedas.
As escolhas difíceis.
Vieram os momentos em que continuar exigia mais do que força, exigia convicção.
E, ao longo desse caminho, algo silencioso acontecia:
Enquanto eu criava Daiha…
Daiha também me criava
A coragem que eu narrava nela começou a aparecer em mim.
A firmeza com que ela caminhava começou a influenciar minhas decisões.
Aquilo que antes era apenas fantasia começou a se infiltrar na minha realidade.
Porque, no fim, talvez seja isso que as boas histórias fazem.
Elas não nos afastam de quem somos.
Elas nos revelam.
Daiha nunca foi apenas uma personagem.
Ela foi uma possibilidade.
E reconhecer isso foi entender que aquilo que eu admirava nela…
sempre esteve, de alguma forma, dentro de mim.
E você?
Existe alguma história, personagem ou versão de si mesma que já te mostrou quem você poderia ser? Conta para nós!
Daiha Darzen’d: O Tempo de uma Vida
E naquela noite no dia 2 do mês dos ventos cortantes nascia a criança; a menina que iria escrever história sobre o solo de Zaurin e de toda Asdem. Ela seria a mulher que faria a magia no reino de Zaurin ganhar novo sentido. SERIA EU QUEM VOLTARIA NO TEMPO DUAS VEZES PARA IMPEDIR DÁRIUS ZOLDAR! AMANHA A FORÇA QUE HABITA EM MIM E MINHA AVERSÃO À DEVUSIANOS ASSASSINOS! Posso falar de alguns títulos que conquistei ao longo de mais de 300 anos:
— Arcana Geral de zaurin
— Primeira Mulher membro da Mesa Real
— Arquimaga do Fogo
— Fundadora dos Arcanos Azuis
— Fundadora das Rosas de Prata
— Fundadora dos Arcanos de Prata
Nasci em Zaurin O Reino mais lindo de toda a Asdem. Em um lugar que possui a Deusa como atriarca e símbolo de toda Justiça e amor. Sobremaneira olhamos para Tróia, a grande Amazona que se tornou imperatriz de Zaurin. Elas foram sempre desde muito cedo o maior dosexemplos para minha vida. Eu admirava as histórias que ouvia e sonhava ser igual a elas.Também sempre tive uma ligação muito grande com a magia, meu pai era o Mago Real do Reino de Zaurin sempre que ele não estava em casa eu dava um jeito de descer até o andar inferior da casa onde ele tinha todos os livros de magias e encantamentos. Eu passava horas entretida, era como estar no paraíso, gostava de sentir o cheiro dos livros e de ler sobre cada cristal e sua função.
Li cada livro, cada encantamento contido naquela biblioteca, claro que foi escondido de meu pai, pois o mesmo dizia que “mulheres não nasceram para magia”, “magia é coisa de homem” , “ de mulher no reino já basta a Deusa” ... estes tipos de comentários me f;izeram querer cada vez mais aprender e me causavam grande revolta ele não deixar com que eu tivesse contato com a magia. Comecei a me desenvolver em todos os sentidos à medida que ia crescendo. Meu irmão apesar de mais velho já estava na escola de cavaleiros. Nossas brincadeiras, quando crianças, envolviam um pouco de magia. E espadas eram brincadeiras de “meninos”, quando estávamos juntos ele me chamava para lutar e treinávamos com espadas feitas de madeira e à medida que crescemos as espadas eram de aço e eu aprendi a manejar espada à medida que meu irmão ia aprendendo. Aos doze anos eu já obtinha todo o conhecimento mágico possível para uma filha de Mago e aos quatorze eu já discutia calorosamente com meu pai pelo direito de estudar na escola de Arcanos.
Te convidamos a conhecer mais histórias como essas nos nossos livros e através das nossas lives no youtube.
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Que legal saber mais sobre a construção da Daiha! Uma das minhas partes favoritas na criação de um RPG é a de construir o personagem, e no processo da história ver como ele vai se transformando junto com o jogador.
Existe alguma história, personagem ou versão de si mesma que já te mostrou quem você poderia ser? Conta para nós!