Você já pensou quão incrível seria uma realidade em que figuras como Freud, Hannah Arendt, Wolfgang Iser e Jean-Paul Sartre interagissem entre si? Já imaginou esses e outros pensadores reunidos para discutir Literatura e RPG, confrontando suas ideias e diferentes maneiras de compreender a ficção, a leitura, a interpretação e o próprio ato de jogar? Fantástico imaginar isso, não? A obra A Literatura e o RPG: a arte como um jogo de ficção convida você justamente a desfrutar dessa interação. A narrativa é ricamente construída por Cristian Abreu de Quevedo, que se vale de sua formação filosófica e psicanalítica, somada a mais de 29 anos como mestre de RPG, interpretando diferentes personagens no universo do cenário de jogo Impérios Sagrados. O resultado é um romance inspirado em teorias literárias, filosóficas e psicanalíticas, mas que transforma essas discussões em encontros, diálogos e situações ficcionais. O livro já está disponível para compra, clique aqui!
Ao longo da obra, as fronteiras entre teoria e ficção começam a se embaralhar. Em vez de simplesmente apresentar conceitos ou explicar o pensamento dessas personalidades, o romance propõe algo diferente: colocá-las em movimento dentro de uma narrativa.
Pensadores que viveram em épocas distintas e que jamais tiveram a oportunidade de conversar encontram-se agora no espaço aberto pela literatura, onde podem discordar, questionar e colocar suas próprias ideias em jogo. É justamente aí que o RPG entra não apenas como assunto, mas como provocação. Afinal, quando interpretamos uma personagem, construímos coletivamente uma narrativa, tomamos decisões e modificamos uma história a partir delas, estamos apenas jogando ou também produzindo uma experiência literária?
Essa pergunta acompanha o romance e permite aproximar dois universos que muitas vezes são tratados separadamente. De um lado, a literatura, com suas personagens, narradores, leitoras e leitores, mundos possíveis e diferentes formas de interpretação. Do outro, o role-playing game, no qual quem participa deixa de ocupar somente o lugar de quem recebe uma narrativa e passa também a interferir diretamente em sua construção. A história não está completamente pronta antes de começar: ela acontece no encontro, na interpretação, nas escolhas e nas consequências produzidas durante o jogo. É nesse espaço entre aquilo que foi imaginado previamente e aquilo que surge durante a experiência que A Literatura e o RPG convida quem lê a pensar sobre autoria, leitura, ficção e participação. Confira a obra clicando aqui!




