Só sei que foi assim #30: A Avenida como templo da memória
Existe algo que vai muito além do brilho, das fantasias e da grandiosidade dos desfiles. O Carnaval é uma narrativa viva.
A Alienista
Por: Caroline Pinheiro
Acabamos de presenciar o que, para mim, é uma das festas mais belas do mundo: O Carnaval.
Existe algo que vai muito além do brilho, das fantasias e da grandiosidade dos desfiles. O Carnaval é uma narrativa viva.
Cada escola que entra na avenida carrega consigo um enredo que não apenas conta uma história, mas resgata memórias, honra ancestrais e reafirma identidades. É a cultura em movimento. É a história sendo sentida, não apenas lembrada.
O que mais me tocou, assistindo especialmente aos desfiles do Rio de Janeiro, foi perceber a felicidade genuína estampada em cada detalhe. Existe um orgulho profundo em ver a própria história sendo escrita e descrita na avenida. Não é apenas apresentação, é pertencimento. É reconhecimento. É um povo se vendo, se reconhecendo e se celebrando.
Cada símbolo, cada canto, cada movimento carregava uma verdade antiga e sagrada. A religião afro-brasileira se fez presente não apenas como expressão, mas como força viva pulsando na avenida, atravessando o tempo e lembrando que há memórias que nunca se apagam, apenas passam de geração em geração.
Há algo de sagrado nisso tudo. Uma energia que não pode ser explicada apenas com palavras, mas que pode ser sentida. Está nos tambores, nos corpos que dançam, nos olhares que brilham e na emoção que atravessa quem assiste.
O Carnaval não é apenas um espetáculo.
É memória viva.
É resistência.
É identidade.
É arte.
É alma.
E, talvez, seja também uma das formas mais puras de um povo dizer: “Nós estamos aqui. E nossa história merece ser vista, ouvida e celebrada.”
Não mexe na minha estante!
A dica de leitura desta semana é do autor Cristian Abreu de Quevedo que acaba de lançar o livro Narrativa Transmídia: História, Conceitos e Produtos em Tons ArcoÍris. E já desperta curiosidade pela proposta sensível e instigante. Uma obra que promete expandir os limites da narrativa e merece ser descoberta.
De que forma a expansão das Narrativas Transmídia contribui para a visibilidade, a pluralidade e a normalização de identidades e afetos historicamente silenciados, como “o amor que não ousa dizer seu nome, poema associado a Lord Alfred Douglas e ao escritor Oscar Wilde?
Entre referências que vão de Star Wars à Turma da Mônica, passando por Barbie, Playboy e a série Loki, você descobrirá como a nossa própria identidade é costurada nesse tecido complexo de mídias, tecnologia e afeto.
Disponível na Amazon!
Quem avisa…?
Como vocês já sabem voltamos com as atividades do nosso Varalzinho de Quinta, vou deixar aqui embaixo para que possam ir lá fazer a leitura, além disso temos o pipoca na manteiga e para quem curte RPG está rolando a Campanha: Era dos Duldrons - Aliança Maldita.
Varalzinho de quinta #19
Eu sei que estou atrasado, okay? Não vou pedir desculpas, estava sendo feliz em um bloco carnavalesco, perdi a hora de voltar para casa, esqueci a rua onde moro, meu nome pouco importou, houve poemas que não escrevi, algumas bocas que beijei e preciso de mais uns dias descansando para recuperar a bateria social. Brilha o glitter colado ao meu corpo quan…
Pipoca na Manteiga #25: O que aprendi na escola sobre a colonização era uma mentira Hoje a história oficial encontra a voz que ela tentou calar.
Eu cresci aprendendo uma história organizada demais para ser verdadeira. Na escola, a colonização aparecia como descoberta, encontro, avanço civilizatório. Mapas coloridos, datas importantes, nomes de navegadores. Tudo parecia inevitável, quase natural. Não lembro de ter aprendido sobre medo, invasão ou destruição. Muito menos sobre quem já estava aqui antes da chegada das caravelas. A história vinha pronta, limpa, sem conflito suficiente para incomodar. Foi lendo
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Texto lindo! Cheio de vida!