Só sei que foi assim #32
Uma década termina, outra começa e, entre memórias e dúvidas, a consciência muda de lugar.
O Alienista
Por: Welyson Pereira de Almeida
Como de costume, confesso que estava ansioso para chegar o meu dia de publicar a nossa newsletter semanal e falar de política internacional, é algo engraçado quando paro para refletir o quanto eu mudei na última década, me pego pensando cada vez mais de uma forma diferente e o meu aniversário de 30 anos é uma clara marca da minha mudança. Seja me preocupar com o meu futuro, com a minha saúde física e mental, seja eu perder a fantasia de que estou jovem e ainda tenho todo o tempo do mundo ou, por fim, perder a estúpida teimosia de que não preciso ir ao médico.
Esse último com resultados maravilhosos para o meu mal-estar matinal, mas muito disso é por medo. Medo de que o tempo que eu achava ter tanto antes se foi. Sei que acabei de fazer trinta anos e que devo ter mais que o dobro disso de vida ainda, assim eu espero, mas uma mudança na dezena do tempo de vida de uma pessoa tem que ser marcada por grandes mudanças, pelo menos as minhas duas primeiras foram. Aos 10 anos, o meu avô tinha recém falecido e meus pais, desempregados no momento, abriram a empresa da família, a qual durante os próximos 10 anos eu disse que não iria trabalhar.
Aos 20 anos, trabalhei, estudei e conheci a Impérios Sagrados quando ela era apenas uma mesa de RPG e acabei escolhendo mergulhar de cabeça na aventura proposta nas mesas de RPG e na vida real. Aos 20 anos, eu também comecei a trabalhar com os meus pais, um claro sinal de que, se houver karma, destino ou alguma força maior, certamente ela tem algum senso de humor, mesmo que na maioria das vezes ele seja muito sombrio. Para quem é religioso, peço calma. Se na adolescência eu era ignorante o suficiente para culpar Deus pela miséria da humanidade, e sim, isso era apenas uma desculpa para o meu rompimento com a religião, hoje eu tenho certeza de que o responsável pelo sofrimento da humanidade é a própria humanidade.
Aqui eu preciso deixar um ponto bem claro: por algum motivo, ao qual eu não sei explicar, está tocando Moonlight Sonata na minha cabeça sem parar e acho que isso está alterando um pouco o tom do meu texto.
Mas continuando, quando digo que a humanidade é a responsável, eu não me refiro a uma falha natural ou “pecado original“, mas sim ao 1% que tem o poder real sobre esse mundo. Aquele 1% que entende como manipular as massas, de como guiar o mundo pelo nariz de uma forma que os 99% restantes não percebam ou pior ainda: que eles acreditem do fundo de suas almas na ilusão criada e imbuída de forma perversa na sociedade. Não quero dizer que enxergo alguma verdade, se é que existe alguma, mas quero dizer que o simples ato de abrir um ou mais jornais e prestar bem a atenção nas palavras e em como elas são ditas, é possível ver linhas e mais linhas de narrativas como se fossem os códigos da matrix.
No mais, quero apenas dizer as seguintes palavras: SEJA BEM-VINDA, CRISE DOS 30 ANOS!!
Não mexe na minha estante!
Essa semana em especial gostaria de recomendar a pré-venda do livro O Colapso do Pensamento: Hannah Arendt, a banalidade do ódio e o Brasil no bolsonarismo, a mais nova obra de Cristian Abreu de Quevedo, que está para ser publicada pela Impérios Sagrados.
Quando o ódio político se banaliza no Brasil, a democracia caminha à beira do abismo. O que é o pensamento? Porque ele é importante para compreender a política brasileira? Perguntas e pensamentos que o autor trás atgravés da sua mais nova obra.
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Quem avisa…?
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Excelente texto!
Que texto lindíssimo!