Só sei que foi assim #33
Combate a violência contra mulher. O orgulhoso genocídio norte-americano.
O Alienista
por Gabriel Bernardo
Viver a realidade tem sido, no mínimo, nauseante. Todo dia, sem exceção, tenho pensado em como a violência tem sido um tópico comum no meu cotidiano. Pela manhã, quando retorno para casa, costumo sentar para conversar com minha mãe. Discutimos os assuntos mais diversos possíveis, desde as Olimpíadas até acontecimentos geopolíticos.
Já são décadas que os Estados Unidos e o seu projeto de nação chamado Israel tem feito o possível para assassinar um povo, exterminando sua cultura para civilizar, organizar e levar a paz aos países que não conhecem a liberdade americana, ou se adequam aos moldes de sociedade que eles permitam que sobrevivam. O governo Trump continua a sua marcha em direção à guerra usando seu próprio povo para pregar a narrativa de salvador da pátria norte-americana, como se ele mesmo não estivesse enviando suas tropas para assassinar inocentes em outros países e correrem o risco de também serem vítimas da guerra. Atacam a Palestina, o Irã, a Cisjordânia e continuam alimentando a guerra no Oriente Médio.

Outra pauta em nossas discussões foi a violência contra a mulher, aumento dos casos de feminicídio e o crescente discurso misógino propagado por influenciadores digitais, criadores de conteúdo que fomentam comportamentos machistas entre os mais jovens. Existe uma geração de futuros homens ouvindo esses discursos violentos e os reproduzindo, são garotos obcecados pelo autoaperfeiçoamento, uma espécie de estoicismo distorcido que os leva a um caminho sem volta. O ódio contra o feminino. O medo de ser rejeitado. A violência.
São homens ganhando dinheiro vendendo histórias de superação irreais, sendo coachs de relacionamento que reproduzem o mesmo tipo de machismo que mata mulheres diariamente. O caso recente de estupro coletivo no rio de janeiro. A mulher morta a facadas em shopping no ABC paulista, no seu local de trabalho. Em Maceió, onde moro, foram seis casos de violência registrados em apenas 12h.
O quão cruel é perceber que não há lugar seguro para uma mulher no Brasil?
Segundo Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, dados compartilhados pelo DataSenado, são mais de 3,7 milhões de brasileiras que sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar no ano de 2025. Um levantamento como esse é importante para encarar a realidade que está mais do que escancarada em nossa sociedade: a população brasileira tem sido omissa no combate a violência contra mulher, e a justiça tem provado, inúmeras vezes, ser ineficaz.
Isso não são apenas números assustadores, são mulheres sofrendo, mães perdendo suas vidas, meninas crescendo com medo de serem vítimas do próximo homem com quem elas se relacionam. Isso quando já não crescem sendo afetadas diretamente pela violência presente em seu núcleo familiar.
O que me leva a pensar no papel que nós, homens, temos nessa luta incessante de todas as mulheres, tanto no enfrentamento direto quanto na prevenção e auxílio às mulheres em nossas vidas. Não podemos esperar para nos erguer somente quando algo nos afeta diretamente, é preciso começar de algum lugar.
Comece primeiro se informando para entender melhor os casos de violência contra a mulher. O Instituto Maria da Penha disponibiliza em seu site um excelente e didático guia para entendermos melhor como funciona a Lei Maria da Penha, oferecendo também maneiras de como pedir ajuda, além de detalhar como identificar caso de violência doméstica. Acesse clicando na imagem abaixo.
Pesquisando um pouco para escrever esse texto, encontrei alguns dados interessantes sobre o que tem sido feito para combater a violência contra mulher na minha cidade:
Ano passado de acordo com relatório da Casa da Mulher Alagoana “Nise da Silveira”, houve crescimento no registro de atendimento e abrigamento à mulheres em situações de violência doméstica e familiar. Foram mais de 2.000 atendimentos realizados, mulheres apoiando outras mulheres, realizando acompanhamentos, atendimentos online, atendendo mulheres de outros munícipios fora da capital.
A existência da Casa da Mulher Alagoana precisa ser reforçada, é um marco importante na história do nosso estado e não podemos descansar enquanto esse atendimento não for ainda mais ampliado e fortalecido.
Além disso, desde julho do ano de 2025 o estado de Alagoas adotou a política pública do Alagoas Lilás para combate e prevenção a violência contra a mulher.
“A iniciativa tem como objetivo enfrentar a violência doméstica e familiar por meio de ações transversais em todas as secretarias de Estado, oferecendo atenção desde o primeiro atendimento até a inserção da mulher no mercado de trabalho.”
“O programa integra os 102 municípios alagoanos em ações de prevenção, proteção, acolhimento e apoio, fortalecendo a rede e qualificando o atendimento em todos os níveis. Conta com a cooperação técnica do Instituto Natura, a adesão da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e a colaboração da Organização Arnon de Mello (OAM), do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).”
Informem-se também com relação a ações na cidade de vocês, apoiem as mulheres e vamos cobrar políticas públicas que tornem o nosso país um lugar mais seguro para todes!
Não mexe na minha estante!
Iniciamos a campanha de pré-lançamento no catarse! O livro O colapso do pensamento, escrito pelo autor Cristian Abreu de Quevedo, está quase pronto para ser publicado e estamos contando com vocês para nos apoiar.
O livro de Cristian nos convida a conhecer o pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt, trazendo questionamentos pertinentes para entendermos alguns comportamentos que se manifestaram no Brasil, e também no mundo. O que está presente na alienação do pensamento que dá as pessoas a sensação de obediência e uma espécie de banalização do mal por pura conveniência, sem criticidade.
Neste contexto, preciso enfatizar a importância dessa obra para discussão de uma nova lógica de pensamento e trabalho. É interromper a lógica capitalista que nos castra mediante a condições de vida degradantes, para se emancipar enquanto trabalhadores capazes de produzir pensamento e criar novas relações de diálogo sem uma lógica automatizada baseada em jargões prontos, conceitos vagos e polos políticos.
Façamos isso coletivamente! Apoie a nossa campanha clicando no link ao lado: Campanha do livro O colapso do pensamento.
Quem avisa…?
Vem conferir as nossas outras publicações semanais:
Varalzinho de quinta #22
Poesia não é bicho de sete cabeças. Escrevo poemas há mais de dez anos, até hoje não sei se entendi alguma coisa sobre poesia realmente. Não sei se algum dia realmente entenderei, também não acho que vale a pena descobrir. Busco algo que sempre está adiante, todo passo que nos aproxima também nos divide. A maior parte desses anos em que escrevo poemas, …
Campanha: Era dos Duldrons – Aliança Maldita Episódio 5#
Nesta sessão da campanha Impérios Sagrados, a história avança para um dos momentos mais perturbadores já registrados no mundo de Asdem. O que deveria ser apenas mais um capítulo da longa guerra contra Kalim transforma-se em um acontecimento que toca algo ainda mais profundo: a própria eternidade do povo da Vastidão.
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