Só sei que foi assim #43 — Entre gols, bandeiras e histórias de superação, a Copa nos lembra do que realmente nos move como seres humanos.
Enquanto assisto aos jogos da Copa, algumas reflexões têm me acompanhado.
O Alienista
por Caroline Gonçalves Pinheiro
Talvez seja um pensamento simples, mas não consigo deixar de notar como esse evento tem uma capacidade rara de nos reunir. Por algumas semanas, voltamos a vestir as mesmas cores, a comemorar os mesmos gols, a sofrer pelos mesmos lances. O verde e o amarelo deixam de ser bandeiras de grupos específicos e voltam a ser, simplesmente, as cores de um povo.
Em tempos em que tantas coisas parecem nos dividir, é curioso perceber como o esporte ainda consegue criar espaços de encontro.
Outra coisa que tem me chamado a atenção é o desempenho de seleções que, historicamente, não figuravam entre as grandes favoritas. Durante muito tempo, foram vistas como participantes secundárias em um cenário dominado pelas potências do futebol. Hoje, porém, entram em campo de igual para igual, mostrando evolução técnica, organização e, principalmente, uma enorme capacidade de acreditar.
Confesso que, além do Brasil, sempre acabo torcendo por equipes que carregam histórias de superação. Talvez porque elas nos lembrem de algo que frequentemente esquecemos: recursos importam, mas apenas são parte da construção.
Existe uma força que nasce do desejo de representar uma história maior do que nós mesmos. Uma força que surge quando alguém carrega consigo a esperança de uma comunidade, de uma família, de uma nação. Nem sempre ela vence. Mas, quando vence, produz algumas das histórias mais bonitas que podemos testemunhar.
E talvez seja justamente por isso que a Copa nos emocione tanto.
Porque, no fundo, ela não fala apenas de futebol. Fala de pessoas. De sonhos improváveis. De derrotas que ensinam. De vitórias que pareciam impossíveis.
A Copa é apenas um exemplo, mas a vida está cheia dessas partidas.
Todos nós enfrentamos desafios que parecem maiores do que nossas condições. Todos nós, em algum momento, olhamos para quem tem mais recursos, mais oportunidades ou mais vantagens e pensamos que a disputa está decidida antes mesmo de começar.
Mas não está.
A história humana é feita, repetidas vezes, por pessoas que encontraram dentro de si algo que não podia ser comprado: coragem, persistência, propósito e a disposição de continuar quando seria mais fácil desistir.
Talvez seja essa a maior lição que o esporte nos oferece.
Nem sempre venceremos. Mas nunca devemos subestimar a força de quem sabe por que está lutando.
Não mexe na minha estante!
Um repórter na China — Flávio Alcaraz Gomes
Em “Um Repórter na China”, o jornalista Flávio Alcaraz Gomes, narra essa travessia. Mais do que um relato de viagem, o livro é o registro de um choque de mundos: um olhar estrangeiro lançado sobre uma China em transformação acelerada, onde tradição e modernidade coexistem em tensão permanente.
Ao percorrer cidades e regiões rurais, o autor observa o cotidiano das pessoas comuns, os costumes profundamente enraizados e a presença constante do Estado na organização da vida social. Nada ali é neutro ou familiar: tudo exige comparação, estranhamento e tentativa de tradução.
Entre ruas movimentadas e paisagens mais silenciosas, emerge uma sociedade que se move em outra lógica. O Ocidente aparece como referência inevitável, não como medida de superioridade, mas como contraste que ajuda a revelar diferenças profundas na forma de viver, trabalhar e entender liberdade.
O livro também é, ao mesmo tempo, um relato sobre o próprio jornalismo. Há a dificuldade de acessar informações, os limites impostos pela distância cultural e o esforço constante de não reduzir uma realidade complexa a simplificações fáceis.
No fim, “Um Repórter na China” não tenta explicar a China. Ele registra o esforço de olhar. E isso, por si só, já é o centro da experiência.
Quem avisa…?
Mudando totalmente de assunto não posso deixar de pontuar minha ansiedade em assistir o novo filme do “Homem Aranha - Um Novo Dia”, além demostrar alguns personagens importante para o filme “Dr. Destino”, me parece que esta versão traz um Piter muito mais maduro diante das adversidades e levando em conta tudo que o mesmo passou no ultimo filme “Homem Aranha - Sem Volta Pra Casa”.
Vamos aguardar para ver o que nos espera nessas novas aventuras do universo Marvel.
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