Só sei que foi assim #44 — A corda aperta antes do susto
Entre propaganda, arrogância política e ilusões coletivas, talvez o maior erro seja acreditar que certos riscos já estavam superados.
O Alienista
por Welyson Pereira de Almeid
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Quando comecei a escrever esse texto, estava pensando em descarregar a minha frustração com a Copa do Mundo, a perda de valor da seleção brasileira por quem de fato está no comando e por boa parte dos torcedores, assim como a seita maluca e delirante a um certo jogador, o craque hipotético e o ícone da geração fracassada (não financeiramente), mas, sendo sincero, isso já foi e não é mais importante. No entanto, um diálogo do qual fiz parte nesse fim de semana ecoa na minha cabeça e me traz muita preocupação e incômodo: o quanto não percebemos a corda apertar no nosso pescoço.
Devo confessar que, pessoalmente, estava ficando cada vez mais tranquilo com o rumo que as eleições presidenciais desse ano estavam seguindo, devido em muito aos fatos e escândalos envolvendo o inimigo. Não consigo perceber alguém dessa família de outra forma, principalmente pelas posturas que eles mesmos adotaram, junto com os ataques externos que, ao meu ver, deveriam fortalecer o atual governo por não recuar diante da pressão estrangeira. Mas, depois desse fim de semana, percebo que muito dessa segurança veio de uma forte falha de visão ou talvez até ignorância.
Uma falha de percepção da realidade, assim como não perceber que o meu entendimento não é o mesmo da maior parte dos votantes do país. E não era necessária muita atenção ou estudo para perceber isso, afinal de contas, uma grande porcentagem dos eleitores brasileiros acha que votar em um certo candidato é o melhor para o país. E não estou me referindo aos que vão de fato se beneficiar com a eleição dele, porque esses são os mal-intencionados que não estão nem aí para o restante do povo e são a minoria, mas a minoria poderosa e influente. Mas eu me refiro aos iludidos, iludidas e iludidas que realmente acreditam que ele é o melhor para o país, quando ele sistematicamente e abertamente age contra os interesses dele.
Há 1 ou 2 anos atrás, eu escutei em um podcast de humor, o qual não consigo identificar, que a direita está à frente da esquerda no uso dos meios de comunicação e propaganda, devido ao tom arrogante/pedante da mensagem. Talvez isso não defina a questão totalmente e nem esteja completamente correta, mas, quando analiso a minha própria revolta com as pessoas que acabam acreditando nas narrativas e desilusões, sempre acaba vindo de um lugar superior, julgando os demais.
Mas isso tudo alimenta um questionamento: o que podemos fazer para evitar um futuro obscuro? Como podemos enfraquecer as narrativas? Como combater gerações e séculos de desinformação?
Não mexe na minha estante!
Não me recordo se já falei dessa série antes, mas gostaria de recomendar a série Entrevista com o Vampiro. Devo confessar que demorei para assistir; no entanto, foi com uma grata surpresa que, ao terminar as duas primeiras temporadas, me vi ansioso pelo lançamento da terceira, que prometia mudar bastante o foco da narrativa.
E, até aqui, ela não está desapontando em nada. Entrevista com o Vampiro é uma série envolvente, intensa e muito bem conduzida, que sabe trabalhar seus personagens, seus conflitos e sua atmosfera sem perder o charme sombrio que uma boa história de vampiros precisa ter. Fica aqui a minha recomendação para quem gosta de narrativas dramáticas, personagens complicados e adaptações que conseguem encontrar uma voz própria.
Quem avisa…?
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