Cartas e travessias da Casa IS #02 — Entre manter de pé e querer desistir: o que sustenta a IS Editora?
O balanço trimestral da IS Editora chegou. E, junto com ele, não apenas números, mas a dúvida que me atravessa: por que continuar?
Entre sem bater na porta! O café está servido e a mesa está posta! Em nosso primeiro balanço, no Cartas e Travessias da Casa IS #1 (clica e dá uma lida), nós falamos muito sobre o plano de trabalho que fizemos para 2026. Tanto sobre o plano de trabalho geral da IS Editora, como o do Plano de Trabalho Individual. Eu prometo ser muito sincero e transparente no que quero compartilhar e refletir com você. Como já deixei claro, se a IS não conseguir sustentar suas contas, encerraremos nossas atividades ao final deste ano. Todos os compromissos serão honrados mas, ainda assim, fecharemos as portas.
Na IS somos em quatro na diretoria: a Caroline como Diretora Consultiva, ela que supervisiona o Welyson (Diretor de Projetos e Gestão), o Bernardo (Diretor de Marketing e Comunicação) e eu, Cris (Diretor Editor-Chefe). A volta da Caroline, certamente, foi a melhor decisão que tomei em 2025.
Desde as tardes de domingo da minha adolescência, quando jogava RPG (role-playing game ou jogos de interpretação de papéis de personagens) com amigos e criamos um sistema próprio que viria a se tornar o Universo Impérios Sagrados, ou IS, essa paixão nunca deixou de me atravessar — hoje integrada à minha trajetória como psicanalista, editor-chefe e filósofo. O que começou como um hobby transformou-se, com o tempo e com o apoio de nomes do meio editorial, em uma startup que articula jogos, eventos e publicação independente. Após lançar meu primeiro livro e buscar experiência no mercado, a IS também se consolidou como editora, ampliando suas frentes de atuação e, em 2026, celebrando sete anos como um ecossistema criativo que une literatura, RPG e pensamento crítico. Com presença ativa em Curitiba, produção de conteúdos on-line e um catálogo em expansão, penso a Casa IS como um espaço de criação coletiva, pertencimento e experimentação: um lugar onde seguimos fortalecendo nossa comunidade, conectando linguagens e transformando imaginação em experiência compartilhada.
E essa trajetória, que particularmente considero lindíssima, pois reflete a vida de muitas pessoas que passaram pelas mesas de RPG e, hoje, de todas as autoras e autores que fazem parte da IS, sempre continuará, afinal, já está imortalizada nos livros. No entanto, cada vez mais sinto que isso pode não se sustentar como empresa. E os motivos? Não estamos vendendo o suficiente para que a própria IS cubra seus custos, e eu já ultrapassei meu limite financeiro para continuar sustentando tudo. Não somos uma ONG, mas uma empresa, como qualquer outra, que precisa vender e isso não está acontecendo. O que falta para mudar esse cenário? Empenho. Sim, falta mais empenho, e não tenho receio de dizer isso.
Há mais de um ano venho sentindo uma urgência em relação à IS, e tenho verbalizado isso tanto internamente, para a Diretoria, quanto externamente, para autoras e autores. Às vezes, tenho a impressão de que essa sensação é apenas minha e talvez seja. Isso não é um problema, nem uma acusação; é apenas a certeza de que, ao final, serei sempre o responsável tanto por abrir quanto por fechar as portas da IS. Eu sou o dono, o responsável, o gestor. E, sim, reconheço minhas falhas nessa função. Já tivemos diversas equipes ao longo do tempo, que hoje está cada vez mais reduzida. A responsabilidade foi sempre minha? Não. Não tenho vocação para mártir. Ela também recai sobre diretores e diretoras que não souberam gerir equipes; algo que, inevitavelmente, reflete suas próprias formas de lidar com a vida e com o trabalho. Autoras e autores que somem, assim como diretoras e diretores que desaparecem sem compreender a responsabilidade que têm em mãos, fazem falta e essa ausência me dá a impressão de que as portas estão se fechando cada vez mais. E, claro, eu tento indicar o que considero essencial: a relação interna da IS consigo mesma. Mas, muitas vezes, por mais que eu fale, isso acaba sendo completamente ignorado. As pessoas tendem a se acomodar, a ficar tranquilas no próprio ritmo, mas, dentro de uma empresa, essa ausência tem consequências reais: cada afastamento pesa, cada silêncio conta e, enquanto isso, o tempo segue contra nós: o dinheiro não está entrando.
E o que fizemos nesse trimestre, de fevereiro até agora?
Aumentamos a presença feminina tanto na diretoria como da mesa de Jogo de RPG da IS, compromisso que eu assumi e que honrei.
Estamos postando quase que diariamente nos Instagram da IS Editora, também é um compromisso que assumi e estou trabalhando.
Mantemos as nossas postagens semanais aqui no Substack: esse é um compromisso de toda a diretoria da IS.
Faremos um programa quinzenal sobre RPG sendo a âncora uma mulher e que deve começar nos próximos quinze dias.
Fizemos o sorteio de livros, impulsionando no Instagram, ou seja, investimos dinheiro para que os vídeos fossem vistos por mais pessoas. Infelizmente nem todas as autores e autoras quiseram participar.
Migramos totalmente o velho e obsoleto Sistema de RPG da Impérios Sagrados para o Pathfinder e estamos jogando dentro da plataforma Foundry. Ainda tem que adaptar as coisas específicas da IS, mas está sendo feito.
Recebemos dezenas de originais para ler e faremos as devolutivas. Sim, tem muito livro escrito por IA.
Previsão de mais três lançamentos de livros nos próximos dois meses.
E no que empacamos?
O Podcast IS, que ficou como uma miragem no deserto. Foi falado em uma reformulação e isso não aconteceu.
Começamos as lives da diretoria no Instagram, mas sem continuidade.
O Guia dos Escritores e Escritoras está só no papel e até agora nada.
A campanha no Substack para a entrada de novas pessoas não foi feita e nem está sendo mantido o diálogo que deveria acontecer com a comunidade dessa plataforma.
A tão falava interatividade com as nossas mídias sociais que não está acontecendo, especialmente no Substack e Instagram.
Dito isso, qual o caminho que devemos seguir agora?
Retomar o Plano estratégico e verificar tudo o que foi feito, o que precisa ser alinhado e o que devemos realinhar e trabalhar com prazos, sim prazos! Não é possível que, se você leu essas linhas, e faz parte da Casa IS, não entenda a gravidade e que fique na sua. E se você não faz parte da IS Editora, fale com a gente, pergunte como fazer parte. Sim, você pode certamente fazer a diferença para mais.
A Diretora Consultiva Caroline, no Cartas e Travessias da Casa IS #1, disse que sua trajetória na IS começou há muito tempo, ainda como jogadora, ao interpretar a maga Daiha Darzen’d no Reino de Zaurin, personagem que atravessa o tempo enquanto sua própria história também se entrelaça ao universo. Atualmente como conselheira, acompanha a diretoria de perto, contribuindo com análises e sugestões, e já lançou o livro A Ruína de uma Era em parceria com outros participantes históricos da mesa. Para 2026, acredita em um grande crescimento da IS como empresa, defendendo que essas histórias merecem alcançar ainda mais pessoas.
O Diretor de Projetos e Gestão Welyson disse que faz parte da IS desde 2017, antes mesmo de sua formalização como startup, quando buscava ingressar no RPG de mesa e encontrou na experiência da IS algo muito além do esperado. Empreendedor e atualmente atuando no negócio da família enquanto cursa Gestão Comercial, assumiu ao longo do tempo um papel de liderança dentro da empresa. Para 2026, espera integrar ainda mais os diferentes aspectos da IS, transformando esse processo em uma experiência envolvente para o público, além de expandir o podcast, as lives e o sistema, para que o Universo IS seja cada vez mais conhecido e vivido em sua plenitude.
O Diretor de Comunicação e Marketing Bernardo não conseguiu enviar uma resposta a tempo para ser publicada aqui.
E o que eu penso como Editor-Chefe? Que ainda temos muito chão até dezembro. E dá sim para virar o jogo, mas é preciso empenho. É preciso presença. É preciso insistir. Afinal, a esperança não nasce sozinha. Ela vem do fato de poder olhar e contar com quem está ao seu redor.
Eu posso contar com você?
Cristian Abreu de Quevedo, Editor-Chefe da IS Editora
Cartas e travessias da Casa IS #01
Pode entrar, a Casa é sua! Senta, pode se servir. Agora se prepara para uma boa história, daquelas de aquecer o coração. Quero contar para você quem somos nós, qual a nossa história e pedir um pouquinho de paciência se nós quatro falarmos demais rsrs “Cartas, travessias e a Casa IS” será uma publicação trimestral.
CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO
Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes: Psicanálise, Literatura e Elaboração do Trauma. Um tema que exige responsabilidade ética, rigor teórico e compromisso.
Manifesto IS: Juramos forjar lendas.
Somos Artífices de Lendas,
não apenas de mundos imaginados,
mas das histórias que escolhem ser vividas, lidas, publicadas.
Paixão é nossa força motriz.
Que cada história tenha voz.
Que ninguém caminhe só.
Cultivamos o protagonismo,
porque toda voz importa.
O companheirismo, porque ninguém caminha só.
A cumplicidade, porque imaginar é selar um pacto.
Transformamos sonhos em narrativas,
ideias em universos,
experiências em pertencimento.
Acreditamos na pluralidade,
defendemos a diversidade,
respeitamos quem você é e quem está se tornando.
Que a IS Impérios Sagrados
seja sempre horizonte:
um lugar para onde se olha
e um mundo para onde se retorna…
📌 Mais informações e conteúdos da Casa IS:
🔗 Site: www.imperiossagrados.com.br
📚 Catálogo de livros: estanteis.mycartpanda.com
✉️ Envio de manuscritos originais: imperiossagrados@gmail.com
📸 Instagram: @imperios_sagrados e @iseditora
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🎙️ Nosso Podcast: Podcast IS







