O que cada uma de nós, cada um de nós, pode fazer para impedir que o fascismo continue avançando? Minha resposta é simples: multiplicar pensamento, diálogo e a coragem de não se calar!
Acho muito preocupante quando alguém trata o fascismo como se ele tivesse desaparecido completamente depois de quase noventa, cem anos. Regimes acabam, mas ideias não desaparecem de uma hora para outra. Elas mudam de forma, se adaptam ao tempo em que vivem, aparecem de maneira mais sutil e, muitas vezes, só percebemos a gravidade quando já estão profundamente enraizadas.
A história é cíclica em muitos aspectos, sejam eles positivos e negativos. Não porque ela se repita exatamente da mesma forma, mas porque certos comportamentos humanos voltam a aparecer. Discursos de ódio, intolerância, perseguição a grupos, desumanização do outro... tudo isso parece algo que deveria ter ficado há quase um século, mas infelizmente continua ressurgindo de diferentes maneiras.
Estudar o fascismo não significa enxergá-lo apenas como algo distante e preso ao passado. Significa compreender que ideologias e práticas autoritárias podem ressurgir em diferentes épocas, adaptadas a novos contextos, com novos discursos e novos rostos. O mais assustador é perceber que ideias que acreditávamos superadas voltam a circular com naturalidade, como se as lições da história tivessem sido esquecidas ou pior, como se pensamentos marcados pelo ódio e pela intolerância pudessem ser apresentados como soluções, segurança ou verdade.
"O que nós podemos fazer para impedir o avanço do fascismo?"
Não aceitar como normal aquilo que ameaça a dignidade humana e os valores democráticos.
Continuar a luta, continuar a resistir, continuar a defender.
Parece algo simples, mas não é. Respostas simples não quer dizer que sua execução seja simples também. A história mostra que o fascismo cresce quando as pessoas acreditam que ele é impossível de acontecer novamente.
Você está certo quando diz "que ideologias e práticas autoritárias podem ressurgir em diferentes épocas, adaptadas a novos contextos, com novos discursos e novos rostos", essa é a mentalidade totalitária, o fascismo foi apenas uma das expressões dessa mentalidade, que felizmente foi derrotada, denunciada expurgada, O que preocupa é o totalitarismo comunista, que continua vivo e sendo defendido por muitos, inclusive se valendo de eufemismos para se disfarçar - como socialismo, progressismo, bolivarianistmo - que persiste até hoje desgraçando a vida de muitas nações como Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Nicarágua e continua tentando se implantar em outros tantos países, como é tristemente o caso do Brasil.
Cara, você não fala lé com cré. Primeiro que usa uma palavra que não define nada. "Totalitarismo" é uma palavra que só quem quer confundir usa. Não diz muita coisa sobre nada.
Coloca progressismo, bolivarianismo, comunismo tudo como a mesma coisa. O tipo de associação sem critério e sem práxis de alguém intelectualmente desgarrado e submerso em ideologia.
Eu gosto muito de debater com pessoas que pensam diferente, mas com pessoas como você, que só repetem bordões, é desinteressante. Se você me trouxesse dados pra analisar, fatos históricos. Mas não, quando tenta trazer um fato é uma falácia do tipo "comunismo matou milhões".
Você faz um debate pobre intelectualmente, vazio de qualquer substância. Se baseia não em fatos nem em dados mas em um juízo moral decadente e infantilóide.
Todo o seu argumento é: "comunismo é feio, bobo, chato, mau e eu não gosto." Se eu quisesse eu poderia dizer o mesmo do capitalismo, citar os países capitalistas mais pobres e o tanto de mortes que as guerras capitalistas já causaram.
MAS ESSE SEU DEBATE É INFANTIL. Embora eu ache que você seja provavelmente uma pessoa 50+. O que dá mais pena.
É muito fácil ser do seu campo político, eu sei, é cômodo. Todas as respostas para problemas sociais complexos são simples. Todas as respostas para problemas filosóficos e históricos são bordões que já te ensinaram prontos. Mas o que você não percebe é que isso te desqualifica pro debate, não o contrário.
Você citou Coreia do Norte, e não duvido nada que se nós formos falar deste país, você vai afirmar coisas como "é proibido sorrir", "todos têm que cortar o cabelo igual ao líder supremo", "pena de morte por míssil". Você pode continuar escrevendo aqui, mas você será apenas um membro da ala COMÉDIA GERIÁTRICA ESQUIZOFRÊNICA. Os adultos sãos do lado de fora e você dentro de uma jaula ideológica onde uma placa pendurada, bem grande diz: "Não alimente!"
Eu te compreendo, mas minha obrigação é tentar resgatar as pessoas da escuridão. Também já fui jovem e me deixei iludir com as belas narrativas comunistas até do Fidel Castro e Che Guevara. Cheguei atá a fazer uma assinatura da Revista Sputnik editada na URSS, publicada pela Agência de Imprensa Novosti, sob controle estatal soviético, e destinava-se a divulgar a vida, a política e a cultura da URSS para o exterior, sempre com uma perspectiva favorável ao regime e ao projeto comunista. Felizmente cresci, amadureci, estudei muito e aprendi que o comunismo é uma ideologia nefasta que precisa ser extirpada da mente das pessoas para o bem da humanidade, por isso tento instruir as pessoas que ainda permanecem na ilusão. Espero que você também consiga. Boa sorte!
Nossa, estudou tanto mas tanto que largou fatos e história pra aderir bordões e frases prontas e "debater" usando IA. Tá bom, meu senhor...já se foram seus 15 centavos.
Se aproxegue mais! Justamente por nos sentirmos assim que formamos uma comunidade aqui no Substack! E a nossa surpresa é que mais pessoas estão fazendo parte. Fizemos uma chamada para o nosso grupo de Escritoras e Escritores que encerrou em maio, logo mais abriremos outra chamada. Você não está só!
Maneira grandiosa de anunciar um livro. Interessante!
Texto bem redigido e discursa bem dentro daquilo que é esperado sobre o tema. O autoritarismo é exatamente isso, essa estranha maneira com a qual slogans repetem-se ao longo do tempo, valendo-se de expressões altamente emocionais para o engajamento de massa.
Uma pena não saber qual foi sua conclusão no livro. Instigou minha curiosidade.
Bom dia, querido! Que bom ler o seu comentário. Visto outros comentários que sequer sabem sobre o tema. O livro ainda traz um artigo sobre a série "Adolescência" da Netflix. Era um TCC escrito há mais de 20 anos que foi reescrito pensando na atualidade. #ficaadicadeleitura rsrs
Que reflexão potente e necessária! Trazer Hannah Arendt para o centro do debate sobre o avanço do fascismo contemporâneo é um lembrete incômodo de que o autoritarismo nunca chega de repente: ele se instala nas pequenas concessões, no silêncio diante da piada preconceituosa e na banalização da mentira. A resposta para essa ameaça não está em grandes gestos heroicos, mas no cotidiano - na coragem de pensar criticamente, multiplicar o diálogo e recusar a apatia. Uma leitura fundamental para lembrar que a democracia se sustenta (ou desaba) em cada escolha simples que fazemos todos os dias.
Você sintetizou com muita precisão aquilo que procurei desenvolver ao longo do livro: o autoritarismo raramente se apresenta de forma espetacular; ele se constrói nas pequenas renúncias ao pensamento, na naturalização da violência, na indiferença diante da exclusão e na incapacidade de enxergar o outro como alguém digno de diálogo. Hannah Arendt continua sendo uma interlocutora indispensável justamente porque nos lembra que a democracia depende de uma prática cotidiana de responsabilidade, pluralidade e reflexão. Se o livro conseguir provocar esse movimento em quem o lê, já terá alcançado um de seus maiores objetivos. Muito obrigado por compartilhar uma leitura tão generosa e cuidadosa.
Que fascismo? O fascismo e o nazismo foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. O perigo real que restou vem de seu co-irmão: o comunismo/marxismo. Não sei a que o autor quer se referir com o termo "bolsonarismo", seja lá o que isso significa trata-se uma incoerência intelectual abissal, para não dizer, desonestidade ou - para não correr o risco de ser injusto - ingenuidade. Para início de conversa Hannah Arendt não estava se referindo ao fascismo mas ao nazismo (ideologias similares mas não idênticas, assim como o comunismo/marxismo). Então o erro já começa no título do livro; não se sabe a princípio se por ignorância ou má intenção. Mas, a julgar pelo resto foi por má má intenção mesmo. Vou dar de bandeja o benefício da dúvida de que talvez o autor não tenha lido o livro, mas apenas se baseado em alguma resenha mal-escrita e distorcida sobre o mesmo. O que Arendat denuncia no livro é que "o mal nazista se manifesta quando pessoas não pensam, não julgam e não se posicionam como pessoas responsáveis, mas movidas por conformidade e pelo desejo de se adaptar ao sistema" levando com essa passividade à percepção do mal como algo banal ou normal: como uma boa parte dos alemães na época. As pessoas comuns ficavam sabendo que os judeus estavam sendo exterminados e tenso seu corpos incinerados em campos de concentração mas permaneciam impassíveis e sem reação diante disso, como se fosse tudo muito normal e banal: exatamente como boa parte da população brasileira de hoje permanece impassível e conforme com os gigantescos esquemas de corrupção, com desvios descomunais de recursos públicos e com as perseguições políticas e condenações em massa injustas e desproporcionais, sem o respeito ao devido processo legal, de milhares de pessoas que ousaram não permanecer passivas diante do descalabro. Ora, Bolsonaro e os ditos "bolsonaristas" (e é que esse termos se refere aos que têm um pensamento alinhado com o de Bolsonaro) estão justamente se posicionando contra um sistema tão injusto e pérfido quando o nazista. Outra distorção é a substituição da palavra "mal", usada por Arendt, por "ódio", justamente com o objetivo de criar uma associação insolente com o suposto "ódio" de que se costuma acusar Bolsonaro de os "bolsonaristas", quando na realidade eles é que estão sendo vítimas de ódio. Independente de qualquer coisa, o autor, que supostamente denunciando a "destruição da pluralidade, aa criação permanente de inimigos, a substituição do debate pela obediência e a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, transformando diferenças em ameaças" ao tenta usar a monumental obra de Hanna Arendt faz exatamente o contrário do que pretensamente está denunciando ao atribuir o "ódio" ou o mal como se fosse o apanágio de apenas um lado do espectro político para - aí sim - criar divisão e e estimular ódio contra este. Esse tipo de malabarismo narrativo só é possível fazendo o contrário da ideia central que Hannah Arendt defende em "Sobre a Banalidade do Mal", que é:
"o mal extremo não depende de monstros, mas pode ser realizado por pessoas comuns que, por falta de pensamento reflexivo e de julgamento moral, se conformam cegamente ao sistema e cumprem ordens sem questionar sua responsabilidade ética".
É como disse um general soviéticos: “livramos a Europa do nazismo, e eles nunca nos perdoarão por tê-lo feito”. Chamar nazismo/fascismo de co-irmãos do comunismo/marxismo é de um delírio histórico descomunal. Totalmente descolado da realidade. Típico revisionismo histórico dos próprios fascistas/nazistas…
Essa história no seu nome deve ser substituída por “a história que eu quero” é essa liberdade pela “liberdade dos meus irmãos superiores”…mais condizente com essa ladainha que você disse.
Esse general soviético citado foi extremamente cínico ao dizer isso. A URSS não “livrou a Europa do nazismo”, apenas entrou na guerra para substituir o nazismo pela sua versão de totalitarismo, que foi o que fizeram na Alemanha Oriental e em vários outros países que invadiram e dominaram por décadas até que conseguiram se libertar de fato com muita luta e com apoio do mundo livre ocidental.
Já entendi. Você quer defender sua posição fascista querendo igualar nazismo ao comunismo. Basicamente uma ideia que o capitalismo comprou da própria propaganda nazista. Países invadirem e dominarem como você falou, capitalistas fazem isso até hoje, não vejo você falando que capitalismo é igual ao nazismo. Também os EUA tinham acordo econômico com Hitler até 1 ano a entrada efetiva do país na guerra e não vejo você falando disso, mas do pacto de não agressão entre Alemanha e União Soviética você fala. Como todo fascista é um manipulador da informação, tentando esconder a verdade, manipulá-la pra tentar cooptar mentes incautas pra esse seu culto bizarro.
Curiosamente não diz um pio sobre os acordos comerciais capitalistas com Hitler, não diz um pio sobre Hitler e Mussolini terem começado uma caça contra os marxistas como uma das primeiras medidas autoritárias em seus respectivos regimes. Também não diz um pio sobre os generais nazistas que compuseram o generalato da NATO e dos EUA como prêmio por terem sido tão fiéis.
É muito fácil falar meias verdades, o difícil é sustentar quando encontra alguém que sabe tanto ou mais que você. E expõe o restante, o que compromete a sua posição. Ou você acha que não reparei que você não respondeu meus argumentos em todos os comentários sobre?
Mas é óbvio que não, sua ideologia é baseada na mentira e na manipulação pra criar uma narrativa onde vocês, os fascistas, não são mais uma ameaça, como repetiu por aqui. Logo estão retirando direitos de pessoas pobres, como já vi você advogar por aqui.
Não me surpreenderia se escondido nesse perfil de "vigilante da Liberdade" esteja um Paulo Kogos e sua verborragia psicótica. É que pedaço de nada com porra nenhuma que aparece pra defender fascista que chega a ser inacreditável.
Está vendo? novamente você tenta impor a minha visão o rótulo de fascista. Que países os capitalista invadiram e dominaram? Sim, o acordo dos EUA com Stalin foi pragmático, pois a prioridade era derrotar o nazismo. Mas quem fez pacto foram Stalin e Hitler, o Pacto Molotov‑Ribbentrop, um acordo de não agressão entre a Alemanha nazista e a União Soviética, que ambos tinham o plano de trair, mas foi traído primeiro por Hitler em sua megalomania desenfreada, errou o cálculo e se deu tão mal quanto Napoleão.
Não falei do acordo entre EUA e Stalin e sim entre EUA e Hitler. Acordo esse que era econômico e durante a guerra, ou seja, financiava os esforços de guerra nazistas. E o pacto Molotov-Ribbentrop não foi mal calculado de forma alguma, pelo contrário, foi o que deu tempo de a indústria soviética armar o país, caso contrário, os soviéticos teriam sido invadidos antes, dominados, e provavelmente isto seria o fim da guerra, já que documentos comprovam que o objetivo principal de Hitler era a União Soviética e não a Europa ocidental.
Outra leitura errada é "ambos tinham a intenção de trair". É uma simplificação mentirosa dos fatos. O fato comprovado por documentos é que a inteligência soviética já sabia que Hitler queria invadir a União Soviética Soviética. Portanto Stalin não tinha intenção de trair o pacto, ele propôs o pacto para atrasar o ataque nazista. São coisas completamente diferentes, mas que se falada de forma correta não atende tanto à sua narrativa, certo?
Na verdade os documentos mostram que o objetivo PRINCIPAL de Hitler era a União Soviética. Esse é o verdadeiro motivo pra ele querer uma segunda frente contra os soviéticos mesmo contra os conselhos de todos os seus generais.
Logo, o mais provável é que sem o pacto Molotov-Ribbentrop, a invasão da URSS se desse sem muita resistência(pois a Rússia estava se recuperando de outra guerra e não tinha indústria pra produzir armas e equipamento) e financiada com os dólares americanos. A guerra iria acabar aí. E era exatamente isso que os EUA esperavam. Eles só entraram na guerra porque os nazistas fizeram o oposto do esperado e porque Stalin foi esperto o suficiente pra fechar esse acordo e ganhar tempo.
Já sobre você ser fascista, me desculpe, mas eu acho que foi de você que li sobre tirar o direito do voto para pessoas pobres - digo, você usou os auxílios como pretexto, mas quem usa os auxílios senão os mais pobres? - logo, quem defende medida fascista, quer que eu chame de que? De flor do campo é que não chamarei.
Quanto a “tirar o direito do voto dos pobres” não foi isso que eu disse. Você está distorcendo de novo para enquadrar nos seus pontos de vista comunistas. Eu fiz um comentário em outro post sobre o assunto fazendo referência a um projeto de "suspender temporariamente” — não “tirar” — o voto dos que estiverem recebendo benefícios estatais — não “dos pobres*” — para evitar o uso político dos benefícios por políticos demagogos apenas para obter votos. Falando nisso, se você não sabe o fascista Bolsonaro distribuiu auxílio para milhões de pessoa durante a pandemia e aumentou o benefício de R$190,00 para R$600,00. * E eu que pensava que não existiam mais pobres, que o Lula já tinha acabado com a pobreza.
Ja começou distorcendo, eu disse e que Hitler calculou mal. É claro que o pacto foi para ambos ganharem tempo para se armarem, mas ambos tinham o mesmo objtevo, Hitler saiu na frente porque era ainda mais ambicioso e mais maluco do que Stalin.
O problema do seu comentário é que ele parte de uma série de equívocos conceituais que comprometem toda a conclusão.
O primeiro deles é afirmar que fascismo e nazismo "foram derrotados na Segunda Guerra Mundial" e, portanto, deixaram de existir. Nenhum historiador sério sustenta essa tese. Fascismo não é apenas um regime histórico italiano entre 1922 e 1943. Ele também é uma categoria de análise política utilizada para compreender movimentos e práticas contemporâneas que compartilham determinados elementos estruturais: culto ao líder, nacionalismo exacerbado, desprezo pelas instituições democráticas quando estas limitam o poder, produção permanente de inimigos internos, mobilização da violência política e rejeição da pluralidade. Da mesma forma, ninguém afirma que o comunismo desapareceu simplesmente porque a União Soviética acabou.
O segundo erro é tratar fascismo, nazismo e comunismo como se fossem exatamente a mesma coisa. Hannah Arendt jamais fez isso. Em Origens do Totalitarismo, ela analisa tanto o nazismo quanto o stalinismo como formas de totalitarismo, mas dedica centenas de páginas justamente para mostrar que possuem origens históricas, fundamentos ideológicos e dinâmicas diferentes. Igualá-los é apagar diferenças fundamentais que a própria Arendt insistiu em preservar.
Há ainda um terceiro equívoco: dizer que Arendt "não estava falando de fascismo". É verdade que Eichmann em Jerusalém trata especificamente do nazismo. Mas isso não significa que suas categorias de análise não possam ser utilizadas para pensar outros fenômenos políticos. Arendt jamais escreveu apenas para explicar um episódio encerrado da história. Ela buscava compreender mecanismos da ação humana, da burocracia, da responsabilidade e da incapacidade de pensar. É precisamente por isso que sua obra continua sendo estudada no século XXI.
Também é incorreto afirmar que "o verdadeiro perigo é o comunismo" e concluir, a partir daí, que qualquer crítica ao fascismo seria uma defesa do comunismo. Isso constitui uma falsa dicotomia. É perfeitamente possível criticar o autoritarismo de esquerda e o de direita ao mesmo tempo. A defesa da democracia liberal, da pluralidade e do Estado de Direito não exige escolher entre dois extremos.
Outro ponto problemático é afirmar que Bolsonaro e seus apoiadores "estão justamente se posicionando contra um sistema tão injusto quanto o nazista". Essa comparação banaliza o próprio nazismo. O regime nazista promoveu um projeto estatal de extermínio racial e genocídio industrializado, responsável por milhões de mortes. Comparações dessa natureza exigem enorme rigor histórico, justamente para evitar que qualquer conflito político contemporâneo seja colocado no mesmo plano do Holocausto.
Quanto à substituição da palavra "mal" por "ódio", trata-se de uma interpretação que não procede necessariamente. O conceito de "banalidade do mal" não significa ausência de ódio, nem se reduz ao ódio. Arendt analisa a incapacidade de pensar criticamente e de assumir responsabilidade pelos próprios atos. O ódio pode ser um dos motores de movimentos autoritários, mas não esgota o conceito de mal em Arendt. Da mesma forma, ninguém afirma seriamente que apenas um lado do espectro político seja capaz de produzir ódio.
Por fim, há um equívoco recorrente no argumento: transformar qualquer utilização contemporânea de Arendt numa acusação exclusiva contra um grupo político. A obra de Arendt é muito mais ampla do que isso. Seus conceitos servem para analisar qualquer situação em que a pluralidade seja sufocada, o pensamento crítico seja substituído pela obediência, adversários sejam convertidos em inimigos absolutos e a responsabilidade individual seja dissolvida na lógica do grupo. Esses riscos não pertencem exclusivamente à esquerda nem exclusivamente à direita. Pertencem à condição humana e podem surgir em diferentes contextos históricos.
Em suma, o debate não deveria ser sobre rotular pessoas como fascistas ou comunistas de forma indiscriminada. O debate deveria ser conceitualmente rigoroso. E, nesse aspecto, afirmar que "fascismo é comunismo", ou que "o fascismo acabou em 1945", ou ainda que Arendt escreveu apenas sobre um episódio histórico sem oferecer categorias para pensar o presente, são afirmações incompatíveis com a historiografia e com a própria filosofia política de Hannah Arendt.
Claro, o “co-irmão” que foram os primeiros a serem caçados pelos nazistas e fascistas? Se eram co-irmãos então não tem sentido em caçar socialistas e comunistas como Mussolini e Hitler fizeram.
Esse seu lado da história parece que pega umas coisas diretamente da latrina e repetem sem medo de falar merda. Incrível!
Sim, eram rivais, cada um queria a hegemonia da sua forma de totalitarismo, todos tinha mesma ambição de domínio sobre as demais nações através da imposição pela violência de suas ideologias ditatoriais totalitárias.
no primeiro comentário eu já tinha percebido a falta de cuidado com as palavras, ou, ao menos, a falta de conhecimento delas (pelo o que você mostrou até o momento)
será que você sabe a diferença entre marxismo e comunismo? ou do stalinismo e de outros vertentes? ou será que já leu ou pesquisou sobre o livro mais básico pra qualquer análise da ideologia?
me parece bastante confuso sua própria percepção sobre o que é comunismo e até sobre o que é ou o que queriam os nazistas e fascistas
estavam todos atrás do mesmo objetivo e são apenas faces diferentes do mesmo problema? a URSS praticou genocídio contra imigrantes, pretos, judeus, gays e ninguém nunca ficou sabendo?
será que tem algum tipo de coincidência extrema em todo fascista ou nazista se opor veementemente a qualquer ideologia à esquerda? ah, não! eles se opõem porque os dois querem dominar o planeta terra e subjugar os humanos da mesma forma, mas um tem que ser mais "maluco" que o outro pra conseguir isso! essa deve ser a coincidência
getúlio vargas por exemplo deve ter prendido prestes e mandado olga grávida para a alemanha nazista porque ele tinha medo do totalitarismo comunista chegar ao poder brasileiro
Não há confusão nenhuma. Eu sei muito bem o que é comunismo, marxismo e todas as suas vertentes, todas totalitárias e genocidas tanto quanto o fascismo e o nazismo. Os comunistas é que ficam tentando confundir as pessoas com narrativas para tentar se esconder atrás de eufemismos para tentar se afastar de outros totalitarismos como se fossem diferentes para tentar iludir os incautos. Uma das especialidades do comunismo é se disfarçar para enganar os desavisados. Foi o que Fidel fez em Cuba e o que continuam tentando fazer em várias outras partes da América Latina e do mundo, inclusive no Brasil.
Primeiro, o fascismo e nazismo foram sim regimes históricos que nunca foram reproduzidos em outras partes do mundo além da Itália e Alemanha e foram sim derrotados na WWII. Tanto é que partidos nazistas e fascistas estão proibidos em todo o mundo, mas existem partidos comunistas em práticamente todo o mundo. Esse uso da expressão fascismo como categoria de análise politica que é um neologismo usado como engodo pelos marxistas para tentar emplacar esse rótulo em opositores do comunismo fazendo um malabarismo retórico para atribuir aos outros o que eles são.
Segundo, eu não disse que são “exatamente a mesma coisa”, disse que são similares por serem todos regimes totalitários que se impõe peja violência.
Terceiro, no livro em questão Hannah Arendt se refere especificamente ao nazismo analisando o comportamento de pessoas da Alemanha nazista.
O comunismo continua sendo o verdadeiro perigo pois continua havendo tentativas de impor esse regime pelo mundo, em especial na América Latina. Não se vê alguém ou algum grupo tentando implantar regimes nazistas ou fascistas onde quer que seja.
Você argumenta que que “ninguém afirma que apenas um lado do espectro político seja capaz de produzir ódio”, mas o texto em discussão o desmente, pois a palavra “ódio” foi colocada no título associada a “bolsonarismo” exatamente com essa intenção, não há nenhuma referência ao ódio ou o mal produzido por outro espectro político.
Obviamente a obra de Arendt é muito mais ampla do que isso, quem tentou reduzi-la para colocá-la a serviço de atacar um grupo político — o suposto “bolsonarismo” — foi o autor.
Ou seja, as afirmações do autor é que são “incompatíveis com a historiografia e com a filosofia política de Hannah Arendt” e com a verdade, embora a retórica seja muito boa é totalmente falaciosa.
Comunismo é aceito pelo mundo pois sua premissa é basicamente a socialização dos meios de produção. É basicamente uma proposição econômica. Não propõe matar ninguém, não propõe superioridade natural de um povo sobre o outro.
Já o nazismo e o fascismo propõem que imigrantes, judeus, comunistas, ciganos, muçulmanos, negros e tantos outros são inferiores e/ou causadores de todo o mal que existe em uma ou em todas as nações.
E isso eu não tô falando de prática, pois na prática haverá sempre indivíduos ruins em qualquer lugar. Mas diretamente na teoria, no que escreveram e elaboraram sobre.
Ahh esse papinho de 100 milhões. A fonte: livro negro do comunismo, 100 milhões de vezes refutado acadêmica e não academicamente. Eu lembro até hoje quando no Canadá resolveram fazer um monumento aos mortos pelos soviéticos, mas quando buscaram os nomes pra colocar no monumento, cancelaram. Nas palavras dos canadenses: "só havia nazistas na lista" e pega mal homenagear nazistas né?
Agora, se você tiver uma fonte confiável(já te adianto que "O Livro Negro do Comunismo" não é uma) eu sou todo ouvidos.
Aliás eu faço uma aposta com você. Se num mesmo período, seja ele qual for, você me provar - com fontes confiáveis, com base em ciência histórica, com método científico - que nesse período, o socialismo/comunismo matou mais pessoas do que o capitalismo, eu te dou meu salário inteiro por 3 meses.
Então tá, foram 20, 30, 40 milhões, seja o que for. O holocausto comunista foi dezenas de vezes maior do que o holocausto judeu. Só o massacre dos ucranianos no famigerado Holodomor matou 7 mihões de ucranianos, que já supera o holocausto judeu. Esses regimes totalitários sempre levam o genocídio, independente se foram nazistas, fascistas, comunistas são todos nefastos e assassinos por natureza.
Depois você não quer que eu te chame de fascista e reclama de ad hominen, olha o tipo de declaração que você faz, sem nenhuma base histórica, baseada em propaganda(grande parte dela criada dentro do próprio regime nazista). Você não conhece os fatos, não sabe que o Holomodor não tem comprovação histórico científica e é refutado PELOS PRÓPRIOS AUTORES QUE LEVANTARAM A TESE DE GENOCÍDIO.
Assim fica difícil não usar um ad hominen uma hora ou outra. Convenhamos que é absolutamente insustentável tentar ter um debate com quem não conhece os fatos, repete falácias como argumento e não conhece nem mesmo a origem dessas falácias.
Sigo esperando a fonte que sustenta suas afirmações, caso contrário peço que pare de disseminar desinformação e mentira. Isso se for mesmo uma pessoa boa, cristã, que preza pela verdade.
Holocausto comunista? Isso não existiu. Você quis dizer Holomodor, certo?
Agora, você sabia que o autor que cunhou a palavra Holomodor admitiu abertamente que foi instigado a criar um termo que se aproximasse de Holocausto, justamente porque a narrativa comprada pelo capitalismo era equiparar comunismo com o nazismo através da atrocidade que os nazistas cometeram?
Só que o pior não está no nome, está na própria natureza do que aconteceu. Afinal todos nós sabemos que o holocausto foi extermínio deliberado e mecânico. Já o que se chama de Holomodor foi uma fome que na época se afirmou que foi intencional, de modo a colocá-la no nível de extermínio deliberado tal qual o holocausto.
O problema é que as evidências não sustentam a tese, de modo que os próprios historiadores que cunharam o termo e sustentaram à época que Stalin havia planejado e matado ucranianos de fome deliberadamente voltaram atrás e tiveram que admitir que NÃO EXISTE QUALQUER EVIDÊNCIA DE FOME PROVOCADA DELIBERADAMENTE.
Então eu continuo provocando, pois pra fazer uma afirmação tão séria, seja ela 100, 10, 20, 30 milhões, você deve ter alguma fonte, com uma tese sólida, revisada por pares que a sustente, estou certo? Sigo esperando por ela.
Estou escrevendo sobre o fanatismo. Acredito que o mal da humanidade é esse. As pessoas não agem esperando um salvador da pátria. Algumas acham que vai A, outras B e fica todo mundo na inércia, enquanto a corrupção parte dos dois lados.
Você nem leu kkkk para de mentir kkkkk Só pare kkkk E que marxista? Kkkkk olha o nível da mentiraaaaaaaaaaaaaaaaa E nem sabe de que livro está falando kkkkkkk fascistinha
Já tomou o detergente hoje? E as vacinas, tá em dia? E a terra é redonda ou plana? Procura a tua turma, fascistinha. Típico comentário de quem não leu, não viu e cai em fake news. De quem não é capaz de sustentar um debate ou de que usa IA para responder. Lamentável eu ter que ler o seu comentário sobre o meu livro "O colapso do pensamento", que você sequer adquiriu e só comentou baseado em seu preconceito. Vai chupar prego para virar parafuso. Blim blim blim
Acho muito preocupante quando alguém trata o fascismo como se ele tivesse desaparecido completamente depois de quase noventa, cem anos. Regimes acabam, mas ideias não desaparecem de uma hora para outra. Elas mudam de forma, se adaptam ao tempo em que vivem, aparecem de maneira mais sutil e, muitas vezes, só percebemos a gravidade quando já estão profundamente enraizadas.
A história é cíclica em muitos aspectos, sejam eles positivos e negativos. Não porque ela se repita exatamente da mesma forma, mas porque certos comportamentos humanos voltam a aparecer. Discursos de ódio, intolerância, perseguição a grupos, desumanização do outro... tudo isso parece algo que deveria ter ficado há quase um século, mas infelizmente continua ressurgindo de diferentes maneiras.
Estudar o fascismo não significa enxergá-lo apenas como algo distante e preso ao passado. Significa compreender que ideologias e práticas autoritárias podem ressurgir em diferentes épocas, adaptadas a novos contextos, com novos discursos e novos rostos. O mais assustador é perceber que ideias que acreditávamos superadas voltam a circular com naturalidade, como se as lições da história tivessem sido esquecidas ou pior, como se pensamentos marcados pelo ódio e pela intolerância pudessem ser apresentados como soluções, segurança ou verdade.
"O que nós podemos fazer para impedir o avanço do fascismo?"
Não aceitar como normal aquilo que ameaça a dignidade humana e os valores democráticos.
Continuar a luta, continuar a resistir, continuar a defender.
Parece algo simples, mas não é. Respostas simples não quer dizer que sua execução seja simples também. A história mostra que o fascismo cresce quando as pessoas acreditam que ele é impossível de acontecer novamente.
Você está certo quando diz "que ideologias e práticas autoritárias podem ressurgir em diferentes épocas, adaptadas a novos contextos, com novos discursos e novos rostos", essa é a mentalidade totalitária, o fascismo foi apenas uma das expressões dessa mentalidade, que felizmente foi derrotada, denunciada expurgada, O que preocupa é o totalitarismo comunista, que continua vivo e sendo defendido por muitos, inclusive se valendo de eufemismos para se disfarçar - como socialismo, progressismo, bolivarianistmo - que persiste até hoje desgraçando a vida de muitas nações como Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Nicarágua e continua tentando se implantar em outros tantos países, como é tristemente o caso do Brasil.
https://vigilantesdaliberdade.substack.com/p/a-imaginacao-totalitaria?r=19q9mf&utm_campaign=post-expanded-share&utm_medium=post%20viewer
Cara, você não fala lé com cré. Primeiro que usa uma palavra que não define nada. "Totalitarismo" é uma palavra que só quem quer confundir usa. Não diz muita coisa sobre nada.
Coloca progressismo, bolivarianismo, comunismo tudo como a mesma coisa. O tipo de associação sem critério e sem práxis de alguém intelectualmente desgarrado e submerso em ideologia.
Eu gosto muito de debater com pessoas que pensam diferente, mas com pessoas como você, que só repetem bordões, é desinteressante. Se você me trouxesse dados pra analisar, fatos históricos. Mas não, quando tenta trazer um fato é uma falácia do tipo "comunismo matou milhões".
Você faz um debate pobre intelectualmente, vazio de qualquer substância. Se baseia não em fatos nem em dados mas em um juízo moral decadente e infantilóide.
Todo o seu argumento é: "comunismo é feio, bobo, chato, mau e eu não gosto." Se eu quisesse eu poderia dizer o mesmo do capitalismo, citar os países capitalistas mais pobres e o tanto de mortes que as guerras capitalistas já causaram.
MAS ESSE SEU DEBATE É INFANTIL. Embora eu ache que você seja provavelmente uma pessoa 50+. O que dá mais pena.
É muito fácil ser do seu campo político, eu sei, é cômodo. Todas as respostas para problemas sociais complexos são simples. Todas as respostas para problemas filosóficos e históricos são bordões que já te ensinaram prontos. Mas o que você não percebe é que isso te desqualifica pro debate, não o contrário.
Você citou Coreia do Norte, e não duvido nada que se nós formos falar deste país, você vai afirmar coisas como "é proibido sorrir", "todos têm que cortar o cabelo igual ao líder supremo", "pena de morte por míssil". Você pode continuar escrevendo aqui, mas você será apenas um membro da ala COMÉDIA GERIÁTRICA ESQUIZOFRÊNICA. Os adultos sãos do lado de fora e você dentro de uma jaula ideológica onde uma placa pendurada, bem grande diz: "Não alimente!"
Eu te compreendo, mas minha obrigação é tentar resgatar as pessoas da escuridão. Também já fui jovem e me deixei iludir com as belas narrativas comunistas até do Fidel Castro e Che Guevara. Cheguei atá a fazer uma assinatura da Revista Sputnik editada na URSS, publicada pela Agência de Imprensa Novosti, sob controle estatal soviético, e destinava-se a divulgar a vida, a política e a cultura da URSS para o exterior, sempre com uma perspectiva favorável ao regime e ao projeto comunista. Felizmente cresci, amadureci, estudei muito e aprendi que o comunismo é uma ideologia nefasta que precisa ser extirpada da mente das pessoas para o bem da humanidade, por isso tento instruir as pessoas que ainda permanecem na ilusão. Espero que você também consiga. Boa sorte!
Nossa, estudou tanto mas tanto que largou fatos e história pra aderir bordões e frases prontas e "debater" usando IA. Tá bom, meu senhor...já se foram seus 15 centavos.
Você é uma pessoa inteligente. Tenho certeza que irá acordar com o tempo.
😁
É isso. Muito bom. Sou neta de um político que era líder de greve em SP. Meu vô nunca se afligia, adorava debater
Penso que é fundamente não se abater! Excelente comentário e parabéns ao seu avô!
Publiquei agora um artigo sobre racismo que falo da omissão como uma chave para manter uma estrutura racista. A omissão mata como o crime feito!
Excelente!!!
É cansativo lutar sozinho.
Se aproxegue mais! Justamente por nos sentirmos assim que formamos uma comunidade aqui no Substack! E a nossa surpresa é que mais pessoas estão fazendo parte. Fizemos uma chamada para o nosso grupo de Escritoras e Escritores que encerrou em maio, logo mais abriremos outra chamada. Você não está só!
Ufaa!!! É um alívio saber que existem espaços onde o pensamento crítico e a resistência podem ser compartilhados. Obrigada. 🙌🏽🙏🏽
Segue acompanhando a gente e vamos somando!! Abraços!!
Maneira grandiosa de anunciar um livro. Interessante!
Texto bem redigido e discursa bem dentro daquilo que é esperado sobre o tema. O autoritarismo é exatamente isso, essa estranha maneira com a qual slogans repetem-se ao longo do tempo, valendo-se de expressões altamente emocionais para o engajamento de massa.
Uma pena não saber qual foi sua conclusão no livro. Instigou minha curiosidade.
Gratidão!
Bom dia, querido! Que bom ler o seu comentário. Visto outros comentários que sequer sabem sobre o tema. O livro ainda traz um artigo sobre a série "Adolescência" da Netflix. Era um TCC escrito há mais de 20 anos que foi reescrito pensando na atualidade. #ficaadicadeleitura rsrs
Abraços!
Que reflexão potente e necessária! Trazer Hannah Arendt para o centro do debate sobre o avanço do fascismo contemporâneo é um lembrete incômodo de que o autoritarismo nunca chega de repente: ele se instala nas pequenas concessões, no silêncio diante da piada preconceituosa e na banalização da mentira. A resposta para essa ameaça não está em grandes gestos heroicos, mas no cotidiano - na coragem de pensar criticamente, multiplicar o diálogo e recusar a apatia. Uma leitura fundamental para lembrar que a democracia se sustenta (ou desaba) em cada escolha simples que fazemos todos os dias.
Você sintetizou com muita precisão aquilo que procurei desenvolver ao longo do livro: o autoritarismo raramente se apresenta de forma espetacular; ele se constrói nas pequenas renúncias ao pensamento, na naturalização da violência, na indiferença diante da exclusão e na incapacidade de enxergar o outro como alguém digno de diálogo. Hannah Arendt continua sendo uma interlocutora indispensável justamente porque nos lembra que a democracia depende de uma prática cotidiana de responsabilidade, pluralidade e reflexão. Se o livro conseguir provocar esse movimento em quem o lê, já terá alcançado um de seus maiores objetivos. Muito obrigado por compartilhar uma leitura tão generosa e cuidadosa.
Que fascismo? O fascismo e o nazismo foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. O perigo real que restou vem de seu co-irmão: o comunismo/marxismo. Não sei a que o autor quer se referir com o termo "bolsonarismo", seja lá o que isso significa trata-se uma incoerência intelectual abissal, para não dizer, desonestidade ou - para não correr o risco de ser injusto - ingenuidade. Para início de conversa Hannah Arendt não estava se referindo ao fascismo mas ao nazismo (ideologias similares mas não idênticas, assim como o comunismo/marxismo). Então o erro já começa no título do livro; não se sabe a princípio se por ignorância ou má intenção. Mas, a julgar pelo resto foi por má má intenção mesmo. Vou dar de bandeja o benefício da dúvida de que talvez o autor não tenha lido o livro, mas apenas se baseado em alguma resenha mal-escrita e distorcida sobre o mesmo. O que Arendat denuncia no livro é que "o mal nazista se manifesta quando pessoas não pensam, não julgam e não se posicionam como pessoas responsáveis, mas movidas por conformidade e pelo desejo de se adaptar ao sistema" levando com essa passividade à percepção do mal como algo banal ou normal: como uma boa parte dos alemães na época. As pessoas comuns ficavam sabendo que os judeus estavam sendo exterminados e tenso seu corpos incinerados em campos de concentração mas permaneciam impassíveis e sem reação diante disso, como se fosse tudo muito normal e banal: exatamente como boa parte da população brasileira de hoje permanece impassível e conforme com os gigantescos esquemas de corrupção, com desvios descomunais de recursos públicos e com as perseguições políticas e condenações em massa injustas e desproporcionais, sem o respeito ao devido processo legal, de milhares de pessoas que ousaram não permanecer passivas diante do descalabro. Ora, Bolsonaro e os ditos "bolsonaristas" (e é que esse termos se refere aos que têm um pensamento alinhado com o de Bolsonaro) estão justamente se posicionando contra um sistema tão injusto e pérfido quando o nazista. Outra distorção é a substituição da palavra "mal", usada por Arendt, por "ódio", justamente com o objetivo de criar uma associação insolente com o suposto "ódio" de que se costuma acusar Bolsonaro de os "bolsonaristas", quando na realidade eles é que estão sendo vítimas de ódio. Independente de qualquer coisa, o autor, que supostamente denunciando a "destruição da pluralidade, aa criação permanente de inimigos, a substituição do debate pela obediência e a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, transformando diferenças em ameaças" ao tenta usar a monumental obra de Hanna Arendt faz exatamente o contrário do que pretensamente está denunciando ao atribuir o "ódio" ou o mal como se fosse o apanágio de apenas um lado do espectro político para - aí sim - criar divisão e e estimular ódio contra este. Esse tipo de malabarismo narrativo só é possível fazendo o contrário da ideia central que Hannah Arendt defende em "Sobre a Banalidade do Mal", que é:
"o mal extremo não depende de monstros, mas pode ser realizado por pessoas comuns que, por falta de pensamento reflexivo e de julgamento moral, se conformam cegamente ao sistema e cumprem ordens sem questionar sua responsabilidade ética".
É como disse um general soviéticos: “livramos a Europa do nazismo, e eles nunca nos perdoarão por tê-lo feito”. Chamar nazismo/fascismo de co-irmãos do comunismo/marxismo é de um delírio histórico descomunal. Totalmente descolado da realidade. Típico revisionismo histórico dos próprios fascistas/nazistas…
Essa história no seu nome deve ser substituída por “a história que eu quero” é essa liberdade pela “liberdade dos meus irmãos superiores”…mais condizente com essa ladainha que você disse.
Obrigada por esclarecer o que a pessoa ali não tem ideia...
Esse general soviético citado foi extremamente cínico ao dizer isso. A URSS não “livrou a Europa do nazismo”, apenas entrou na guerra para substituir o nazismo pela sua versão de totalitarismo, que foi o que fizeram na Alemanha Oriental e em vários outros países que invadiram e dominaram por décadas até que conseguiram se libertar de fato com muita luta e com apoio do mundo livre ocidental.
Já entendi. Você quer defender sua posição fascista querendo igualar nazismo ao comunismo. Basicamente uma ideia que o capitalismo comprou da própria propaganda nazista. Países invadirem e dominarem como você falou, capitalistas fazem isso até hoje, não vejo você falando que capitalismo é igual ao nazismo. Também os EUA tinham acordo econômico com Hitler até 1 ano a entrada efetiva do país na guerra e não vejo você falando disso, mas do pacto de não agressão entre Alemanha e União Soviética você fala. Como todo fascista é um manipulador da informação, tentando esconder a verdade, manipulá-la pra tentar cooptar mentes incautas pra esse seu culto bizarro.
Curiosamente não diz um pio sobre os acordos comerciais capitalistas com Hitler, não diz um pio sobre Hitler e Mussolini terem começado uma caça contra os marxistas como uma das primeiras medidas autoritárias em seus respectivos regimes. Também não diz um pio sobre os generais nazistas que compuseram o generalato da NATO e dos EUA como prêmio por terem sido tão fiéis.
É muito fácil falar meias verdades, o difícil é sustentar quando encontra alguém que sabe tanto ou mais que você. E expõe o restante, o que compromete a sua posição. Ou você acha que não reparei que você não respondeu meus argumentos em todos os comentários sobre?
Mas é óbvio que não, sua ideologia é baseada na mentira e na manipulação pra criar uma narrativa onde vocês, os fascistas, não são mais uma ameaça, como repetiu por aqui. Logo estão retirando direitos de pessoas pobres, como já vi você advogar por aqui.
Não me surpreenderia se escondido nesse perfil de "vigilante da Liberdade" esteja um Paulo Kogos e sua verborragia psicótica. É que pedaço de nada com porra nenhuma que aparece pra defender fascista que chega a ser inacreditável.
Está vendo? novamente você tenta impor a minha visão o rótulo de fascista. Que países os capitalista invadiram e dominaram? Sim, o acordo dos EUA com Stalin foi pragmático, pois a prioridade era derrotar o nazismo. Mas quem fez pacto foram Stalin e Hitler, o Pacto Molotov‑Ribbentrop, um acordo de não agressão entre a Alemanha nazista e a União Soviética, que ambos tinham o plano de trair, mas foi traído primeiro por Hitler em sua megalomania desenfreada, errou o cálculo e se deu tão mal quanto Napoleão.
Não falei do acordo entre EUA e Stalin e sim entre EUA e Hitler. Acordo esse que era econômico e durante a guerra, ou seja, financiava os esforços de guerra nazistas. E o pacto Molotov-Ribbentrop não foi mal calculado de forma alguma, pelo contrário, foi o que deu tempo de a indústria soviética armar o país, caso contrário, os soviéticos teriam sido invadidos antes, dominados, e provavelmente isto seria o fim da guerra, já que documentos comprovam que o objetivo principal de Hitler era a União Soviética e não a Europa ocidental.
Outra leitura errada é "ambos tinham a intenção de trair". É uma simplificação mentirosa dos fatos. O fato comprovado por documentos é que a inteligência soviética já sabia que Hitler queria invadir a União Soviética Soviética. Portanto Stalin não tinha intenção de trair o pacto, ele propôs o pacto para atrasar o ataque nazista. São coisas completamente diferentes, mas que se falada de forma correta não atende tanto à sua narrativa, certo?
Na verdade os documentos mostram que o objetivo PRINCIPAL de Hitler era a União Soviética. Esse é o verdadeiro motivo pra ele querer uma segunda frente contra os soviéticos mesmo contra os conselhos de todos os seus generais.
Logo, o mais provável é que sem o pacto Molotov-Ribbentrop, a invasão da URSS se desse sem muita resistência(pois a Rússia estava se recuperando de outra guerra e não tinha indústria pra produzir armas e equipamento) e financiada com os dólares americanos. A guerra iria acabar aí. E era exatamente isso que os EUA esperavam. Eles só entraram na guerra porque os nazistas fizeram o oposto do esperado e porque Stalin foi esperto o suficiente pra fechar esse acordo e ganhar tempo.
Já sobre você ser fascista, me desculpe, mas eu acho que foi de você que li sobre tirar o direito do voto para pessoas pobres - digo, você usou os auxílios como pretexto, mas quem usa os auxílios senão os mais pobres? - logo, quem defende medida fascista, quer que eu chame de que? De flor do campo é que não chamarei.
Quanto a “tirar o direito do voto dos pobres” não foi isso que eu disse. Você está distorcendo de novo para enquadrar nos seus pontos de vista comunistas. Eu fiz um comentário em outro post sobre o assunto fazendo referência a um projeto de "suspender temporariamente” — não “tirar” — o voto dos que estiverem recebendo benefícios estatais — não “dos pobres*” — para evitar o uso político dos benefícios por políticos demagogos apenas para obter votos. Falando nisso, se você não sabe o fascista Bolsonaro distribuiu auxílio para milhões de pessoa durante a pandemia e aumentou o benefício de R$190,00 para R$600,00. * E eu que pensava que não existiam mais pobres, que o Lula já tinha acabado com a pobreza.
Ja começou distorcendo, eu disse e que Hitler calculou mal. É claro que o pacto foi para ambos ganharem tempo para se armarem, mas ambos tinham o mesmo objtevo, Hitler saiu na frente porque era ainda mais ambicioso e mais maluco do que Stalin.
O problema do seu comentário é que ele parte de uma série de equívocos conceituais que comprometem toda a conclusão.
O primeiro deles é afirmar que fascismo e nazismo "foram derrotados na Segunda Guerra Mundial" e, portanto, deixaram de existir. Nenhum historiador sério sustenta essa tese. Fascismo não é apenas um regime histórico italiano entre 1922 e 1943. Ele também é uma categoria de análise política utilizada para compreender movimentos e práticas contemporâneas que compartilham determinados elementos estruturais: culto ao líder, nacionalismo exacerbado, desprezo pelas instituições democráticas quando estas limitam o poder, produção permanente de inimigos internos, mobilização da violência política e rejeição da pluralidade. Da mesma forma, ninguém afirma que o comunismo desapareceu simplesmente porque a União Soviética acabou.
O segundo erro é tratar fascismo, nazismo e comunismo como se fossem exatamente a mesma coisa. Hannah Arendt jamais fez isso. Em Origens do Totalitarismo, ela analisa tanto o nazismo quanto o stalinismo como formas de totalitarismo, mas dedica centenas de páginas justamente para mostrar que possuem origens históricas, fundamentos ideológicos e dinâmicas diferentes. Igualá-los é apagar diferenças fundamentais que a própria Arendt insistiu em preservar.
Há ainda um terceiro equívoco: dizer que Arendt "não estava falando de fascismo". É verdade que Eichmann em Jerusalém trata especificamente do nazismo. Mas isso não significa que suas categorias de análise não possam ser utilizadas para pensar outros fenômenos políticos. Arendt jamais escreveu apenas para explicar um episódio encerrado da história. Ela buscava compreender mecanismos da ação humana, da burocracia, da responsabilidade e da incapacidade de pensar. É precisamente por isso que sua obra continua sendo estudada no século XXI.
Também é incorreto afirmar que "o verdadeiro perigo é o comunismo" e concluir, a partir daí, que qualquer crítica ao fascismo seria uma defesa do comunismo. Isso constitui uma falsa dicotomia. É perfeitamente possível criticar o autoritarismo de esquerda e o de direita ao mesmo tempo. A defesa da democracia liberal, da pluralidade e do Estado de Direito não exige escolher entre dois extremos.
Outro ponto problemático é afirmar que Bolsonaro e seus apoiadores "estão justamente se posicionando contra um sistema tão injusto quanto o nazista". Essa comparação banaliza o próprio nazismo. O regime nazista promoveu um projeto estatal de extermínio racial e genocídio industrializado, responsável por milhões de mortes. Comparações dessa natureza exigem enorme rigor histórico, justamente para evitar que qualquer conflito político contemporâneo seja colocado no mesmo plano do Holocausto.
Quanto à substituição da palavra "mal" por "ódio", trata-se de uma interpretação que não procede necessariamente. O conceito de "banalidade do mal" não significa ausência de ódio, nem se reduz ao ódio. Arendt analisa a incapacidade de pensar criticamente e de assumir responsabilidade pelos próprios atos. O ódio pode ser um dos motores de movimentos autoritários, mas não esgota o conceito de mal em Arendt. Da mesma forma, ninguém afirma seriamente que apenas um lado do espectro político seja capaz de produzir ódio.
Por fim, há um equívoco recorrente no argumento: transformar qualquer utilização contemporânea de Arendt numa acusação exclusiva contra um grupo político. A obra de Arendt é muito mais ampla do que isso. Seus conceitos servem para analisar qualquer situação em que a pluralidade seja sufocada, o pensamento crítico seja substituído pela obediência, adversários sejam convertidos em inimigos absolutos e a responsabilidade individual seja dissolvida na lógica do grupo. Esses riscos não pertencem exclusivamente à esquerda nem exclusivamente à direita. Pertencem à condição humana e podem surgir em diferentes contextos históricos.
Em suma, o debate não deveria ser sobre rotular pessoas como fascistas ou comunistas de forma indiscriminada. O debate deveria ser conceitualmente rigoroso. E, nesse aspecto, afirmar que "fascismo é comunismo", ou que "o fascismo acabou em 1945", ou ainda que Arendt escreveu apenas sobre um episódio histórico sem oferecer categorias para pensar o presente, são afirmações incompatíveis com a historiografia e com a própria filosofia política de Hannah Arendt.
Claro, o “co-irmão” que foram os primeiros a serem caçados pelos nazistas e fascistas? Se eram co-irmãos então não tem sentido em caçar socialistas e comunistas como Mussolini e Hitler fizeram.
Esse seu lado da história parece que pega umas coisas diretamente da latrina e repetem sem medo de falar merda. Incrível!
A sua resposta sem argumentos e usando ataque ad hominem já diz tudo e dispensa réplica.
Ué, eu te respondi com um fato: Hitler e Mussolini caçaram marxistas. Se são iguais pq fizeram isso? Vai fugir?
Sim, eram rivais, cada um queria a hegemonia da sua forma de totalitarismo, todos tinha mesma ambição de domínio sobre as demais nações através da imposição pela violência de suas ideologias ditatoriais totalitárias.
no primeiro comentário eu já tinha percebido a falta de cuidado com as palavras, ou, ao menos, a falta de conhecimento delas (pelo o que você mostrou até o momento)
será que você sabe a diferença entre marxismo e comunismo? ou do stalinismo e de outros vertentes? ou será que já leu ou pesquisou sobre o livro mais básico pra qualquer análise da ideologia?
me parece bastante confuso sua própria percepção sobre o que é comunismo e até sobre o que é ou o que queriam os nazistas e fascistas
estavam todos atrás do mesmo objetivo e são apenas faces diferentes do mesmo problema? a URSS praticou genocídio contra imigrantes, pretos, judeus, gays e ninguém nunca ficou sabendo?
será que tem algum tipo de coincidência extrema em todo fascista ou nazista se opor veementemente a qualquer ideologia à esquerda? ah, não! eles se opõem porque os dois querem dominar o planeta terra e subjugar os humanos da mesma forma, mas um tem que ser mais "maluco" que o outro pra conseguir isso! essa deve ser a coincidência
getúlio vargas por exemplo deve ter prendido prestes e mandado olga grávida para a alemanha nazista porque ele tinha medo do totalitarismo comunista chegar ao poder brasileiro
deve ser mais ou menos isso
temos que temer a ameaça marxista!
Não há confusão nenhuma. Eu sei muito bem o que é comunismo, marxismo e todas as suas vertentes, todas totalitárias e genocidas tanto quanto o fascismo e o nazismo. Os comunistas é que ficam tentando confundir as pessoas com narrativas para tentar se esconder atrás de eufemismos para tentar se afastar de outros totalitarismos como se fossem diferentes para tentar iludir os incautos. Uma das especialidades do comunismo é se disfarçar para enganar os desavisados. Foi o que Fidel fez em Cuba e o que continuam tentando fazer em várias outras partes da América Latina e do mundo, inclusive no Brasil.
https://youtu.be/VNlKFt11Yxc?si=Xi1qmB7d0GbrENOn
Primeiro, o fascismo e nazismo foram sim regimes históricos que nunca foram reproduzidos em outras partes do mundo além da Itália e Alemanha e foram sim derrotados na WWII. Tanto é que partidos nazistas e fascistas estão proibidos em todo o mundo, mas existem partidos comunistas em práticamente todo o mundo. Esse uso da expressão fascismo como categoria de análise politica que é um neologismo usado como engodo pelos marxistas para tentar emplacar esse rótulo em opositores do comunismo fazendo um malabarismo retórico para atribuir aos outros o que eles são.
Segundo, eu não disse que são “exatamente a mesma coisa”, disse que são similares por serem todos regimes totalitários que se impõe peja violência.
Terceiro, no livro em questão Hannah Arendt se refere especificamente ao nazismo analisando o comportamento de pessoas da Alemanha nazista.
O comunismo continua sendo o verdadeiro perigo pois continua havendo tentativas de impor esse regime pelo mundo, em especial na América Latina. Não se vê alguém ou algum grupo tentando implantar regimes nazistas ou fascistas onde quer que seja.
Você argumenta que que “ninguém afirma que apenas um lado do espectro político seja capaz de produzir ódio”, mas o texto em discussão o desmente, pois a palavra “ódio” foi colocada no título associada a “bolsonarismo” exatamente com essa intenção, não há nenhuma referência ao ódio ou o mal produzido por outro espectro político.
Obviamente a obra de Arendt é muito mais ampla do que isso, quem tentou reduzi-la para colocá-la a serviço de atacar um grupo político — o suposto “bolsonarismo” — foi o autor.
Ou seja, as afirmações do autor é que são “incompatíveis com a historiografia e com a filosofia política de Hannah Arendt” e com a verdade, embora a retórica seja muito boa é totalmente falaciosa.
Comunismo é aceito pelo mundo pois sua premissa é basicamente a socialização dos meios de produção. É basicamente uma proposição econômica. Não propõe matar ninguém, não propõe superioridade natural de um povo sobre o outro.
Já o nazismo e o fascismo propõem que imigrantes, judeus, comunistas, ciganos, muçulmanos, negros e tantos outros são inferiores e/ou causadores de todo o mal que existe em uma ou em todas as nações.
E isso eu não tô falando de prática, pois na prática haverá sempre indivíduos ruins em qualquer lugar. Mas diretamente na teoria, no que escreveram e elaboraram sobre.
É só usar a lógica, eu sei que você consegue.
Está certo, o comunismo não propõe matar ninguém — ele mata mesmo, foram mais de 100 milhões de mortos, até agora.
Ahh esse papinho de 100 milhões. A fonte: livro negro do comunismo, 100 milhões de vezes refutado acadêmica e não academicamente. Eu lembro até hoje quando no Canadá resolveram fazer um monumento aos mortos pelos soviéticos, mas quando buscaram os nomes pra colocar no monumento, cancelaram. Nas palavras dos canadenses: "só havia nazistas na lista" e pega mal homenagear nazistas né?
Agora, se você tiver uma fonte confiável(já te adianto que "O Livro Negro do Comunismo" não é uma) eu sou todo ouvidos.
Aliás eu faço uma aposta com você. Se num mesmo período, seja ele qual for, você me provar - com fontes confiáveis, com base em ciência histórica, com método científico - que nesse período, o socialismo/comunismo matou mais pessoas do que o capitalismo, eu te dou meu salário inteiro por 3 meses.
Então tá, foram 20, 30, 40 milhões, seja o que for. O holocausto comunista foi dezenas de vezes maior do que o holocausto judeu. Só o massacre dos ucranianos no famigerado Holodomor matou 7 mihões de ucranianos, que já supera o holocausto judeu. Esses regimes totalitários sempre levam o genocídio, independente se foram nazistas, fascistas, comunistas são todos nefastos e assassinos por natureza.
Depois você não quer que eu te chame de fascista e reclama de ad hominen, olha o tipo de declaração que você faz, sem nenhuma base histórica, baseada em propaganda(grande parte dela criada dentro do próprio regime nazista). Você não conhece os fatos, não sabe que o Holomodor não tem comprovação histórico científica e é refutado PELOS PRÓPRIOS AUTORES QUE LEVANTARAM A TESE DE GENOCÍDIO.
Assim fica difícil não usar um ad hominen uma hora ou outra. Convenhamos que é absolutamente insustentável tentar ter um debate com quem não conhece os fatos, repete falácias como argumento e não conhece nem mesmo a origem dessas falácias.
Sigo esperando a fonte que sustenta suas afirmações, caso contrário peço que pare de disseminar desinformação e mentira. Isso se for mesmo uma pessoa boa, cristã, que preza pela verdade.
Holocausto comunista? Isso não existiu. Você quis dizer Holomodor, certo?
Agora, você sabia que o autor que cunhou a palavra Holomodor admitiu abertamente que foi instigado a criar um termo que se aproximasse de Holocausto, justamente porque a narrativa comprada pelo capitalismo era equiparar comunismo com o nazismo através da atrocidade que os nazistas cometeram?
Só que o pior não está no nome, está na própria natureza do que aconteceu. Afinal todos nós sabemos que o holocausto foi extermínio deliberado e mecânico. Já o que se chama de Holomodor foi uma fome que na época se afirmou que foi intencional, de modo a colocá-la no nível de extermínio deliberado tal qual o holocausto.
O problema é que as evidências não sustentam a tese, de modo que os próprios historiadores que cunharam o termo e sustentaram à época que Stalin havia planejado e matado ucranianos de fome deliberadamente voltaram atrás e tiveram que admitir que NÃO EXISTE QUALQUER EVIDÊNCIA DE FOME PROVOCADA DELIBERADAMENTE.
Então eu continuo provocando, pois pra fazer uma afirmação tão séria, seja ela 100, 10, 20, 30 milhões, você deve ter alguma fonte, com uma tese sólida, revisada por pares que a sustente, estou certo? Sigo esperando por ela.
Estou escrevendo sobre o fanatismo. Acredito que o mal da humanidade é esse. As pessoas não agem esperando um salvador da pátria. Algumas acham que vai A, outras B e fica todo mundo na inércia, enquanto a corrupção parte dos dois lados.
Você nem leu kkkk para de mentir kkkkk Só pare kkkk E que marxista? Kkkkk olha o nível da mentiraaaaaaaaaaaaaaaaa E nem sabe de que livro está falando kkkkkkk fascistinha
O título já diz tudo. Não é preciso perder tempo lendo o resto do lixo.
Já tomou o detergente hoje? E as vacinas, tá em dia? E a terra é redonda ou plana? Procura a tua turma, fascistinha. Típico comentário de quem não leu, não viu e cai em fake news. De quem não é capaz de sustentar um debate ou de que usa IA para responder. Lamentável eu ter que ler o seu comentário sobre o meu livro "O colapso do pensamento", que você sequer adquiriu e só comentou baseado em seu preconceito. Vai chupar prego para virar parafuso. Blim blim blim