Só sei que foi assim #38
Sobre mudanças, aprendizados e crescimento. Dá pra ler 3 livros ao mesmo tempo?
O Alienista
por Gabriel Bernardo
Quando decidimos fazer a mudança do Medium para o Substack, entendemos que teríamos um desafio grande pela frente para alcançar o público, engajar as pessoas com a proposta da empresa e nos adaptar a um ambiente totalmente novo. Chegar onde estamos agora é um trabalho coletivo de muita gente que acredita no potencial da literatura brasileira, indivíduos apaixonados o suficiente para insistir nas editoras independentes. Somos muito gratos a tudo isso. Também preciso ressaltar a resiliência do nosso corpo diretor, que agora é composto por 4 pessoas que se apoiam para fazer as palavras saltarem por aqui e as histórias acontecerem no lado de fora.
A IS sempre foi esse caminho de abertura e troca entre pessoas apaixonadas, não mudamos. Estivemos unidos enfrentando a pandemia. Unidos contra pessoas que continuam a alimentar o preconceito, a xenofobia e o racismo. Unidos também pelo desejo de mostrar novos protagonistas para o mundo e as suas histórias.
Foi assim que me conectei à IS pela primeira vez, quando convidado a participar do podcast para falar sobre poesia junto ao Fabio Pires. Hoje, sou Diretor de Comunicação e Marketing, mas antes disso também dividia com eles poemas, conheci outros escritores maravilhosos participando dos grupos e vi o nascimento de obras que compõe o catálogo da IS Editora. Tenho orgulho de poder ter uma das minhas obras publicadas com o selo da IS, assim como tenho orgulho de cooperar com novos projetos, ideias e livros ao longo desses anos. Tanto acertos quanto erros, até porque não é tudo que dá certo, mas o caminho do erro nos ensina o suficiente para lidar com as novas oportunidades de acertar.
Sintam-se à vontade para compartilhar conosco as histórias de vocês, também enxergamos no Substack esse lugar que pode unir mentes poderosas, um lugar que gera crescimento, debate e aprendizado. Tenho acompanhado várias newsletters se consolidando com o tempo, muitas com nichos totalmente diferentes que vão de textos sobre cinema até histórias de culinária. Tento sempre aprender um pouco mais através das pessoas que escrevem por aqui.
Se você é nosso leitor, espero que goste daqui e se sinta acolhido. Queremos ter muitas pessoas por aqui que compartilham das nossas paixões, assim como está tudo bem se acabar não sendo a sua praia. Nós abraçamos a diversidade, mantemos nossa posição política bem clara e estamos muito conscientes das nossas ideologias. Faça uso do nosso espaço para construir as suas próprias oportunidades de crescimento, conectar-se com novos escritores, leitores.
Não mexe na minha estante!
As minhas leituras atuais são:
Triste Tigre, de Neige Sinno
Ele que viu o Abismo, ou A epopeia de Gilgamesh.
As palavras não são deste mundo, de Hugo von Hofmannsthal
Posso explicar o motivo de estar lendo três coisas diferentes simultaneamente. Quando comecei A epopeia de Gilgamesh, percebi que seria uma leitura mais densa, onde preciso de tempo para analisar a construção, então dedico mais tempo para ir pesquisando palavras que não entendo, termos específicos que fazem menção ao panteão sumério, e nem sempre estou com cabeça para sentar e ler algo assim. Por isso iniciei Triste Tigre, achei que era um livro de romance quando comprei, mas fui surpreendido com uma autoficção aterradora da qual a autora nos choca não apenas por relatar a violência vivida na sua infância, mas também por deixar escancarado o quanto a violência se esconde no absurdo que é a realidade. A autora constrói a narrativa em torno de diferentes pontos de vista, tornando o leitor refém do que está para ler em cada página — livro que provavelmente estarei levando para terapia junto comigo.
Por fim, tenho feito a leitura de As palavras não são deste mundo quando estou me deslocando pela cidade sem rumo, e aí sento em algum lugar para ler as cartas entre dois jovens que refletem sobre linguagem, poesia e o mundo no século XX.
E vocês, quais suas leituras de Maio?
Quem avisa…?
Estamos em campanha de pré-lançamento no catarse com o livro Se eu ainda estivesse aqui do autor David Antunes, confiram aqui abaixo:
Se eu ainda estivesse aqui
A liberdade é um horizonte que só pode ser alcançado se sobrevivermos à prisão que nos cerca.
Pipoca na manteiga #35 — A paciente que sobreviveu a Auschwitz mudou minha escuta para sempre
Há algum tempo venho pensando em escrever um livro sobre psicanálise, mas sempre me julguei incapaz de fazer isso. Síndrome do impostor: e quem não se sente assim às vezes? como eu já ouvi, também, dos meus pacientes deitados ali no divã. O que eu falaria? O que eu teria a dizer? Que tema realmente importaria? E eis que, olhando para este espaço aqui no Substack, onde é possível estabelecer uma conexão mais próxima com você que acompanha o que eu escrevo, entendi algo importante sobre o luto. Sim, a morte dessa paciente anos atrás, pela idade avançada, deixou marcas em mim para além da relação analisante e analista.
📌Mais informações e conteúdos da Casa IS:
🔗 Site: www.imperiossagrados.com.br
📚 Catálogo de livros: estanteis.mycartpanda.com
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🎙️ Nosso podcast semanal: Podcast IS







Massa demais! Faço parte dos escritores em parceria com a IS - e principalmente após saber do posicionamento social da empresa - com muito orgulho!