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Avatar de Cristian Abreu de Quevedo

E a vergonha, a tragédia, o absurdo do que aconteceu nessas eleições, com a maioria esmagadora da extrema direita vencendo, só podem se resumir a duas perguntas: o que você está fazendo de concreto para combater o fascismo? E será que eu fiquei tão frouxo na vida que tenho medo de me posicionar de forma radical, sendo que radical, aqui, é lutar contra o preconceito, as fake news e a mentira?

Como muito bem disse Marcia Tiburi: “É exatamente assim que funciona o fascismo. Mobilizam os piores afetos. Convencem pessoas ressentidas a expressar seu ódio de modo fanático. Nada nos surpreende.”

E, sinceramente, acho que é esse o ponto. Eu preciso revisitar o que estou fazendo e me perguntar: o quanto posso intensificar a minha postura de forma mais combativa? Preciso ser menos frouxo. Parece que eu arrefeci. Preciso contar meus amigos e amigas.

Avatar de Welyson Pereira de Almeida

Poucas vezes eu me senti com tanto medo na minha vida, um pânico que aperta o meu coração e gela a minha alma. É difícil acreditar na disparidade da realidade percebida, que a morte de 700 mil pessoas não é suficiente para acordar as pessoas e que, assim como o meu colega disse, o que eu estou fazendo? O que eu posso fazer agora para lutar contra isso? Como eu tenho que mudar para combater isso?

É difícil encontrar mais palavras e é ainda mais difícil não conter a raiva crescente com as pessoas que eu conheço que votaram na extrema-direita, com a lavagem do antipetismo e com os mais de 30 milhões de abstenções, que devem estar morando na lua para largar não só a presidência, mas o Senado e os governos estaduais na mão daqueles que ameaçam os nossos direitos. Mas o que mais precisamos fazer agora: mover céus, mares e montanhas para que os ausentes acordem e nos ajudem a lutar contra essa catástrofe.

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