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A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita #13 — Sob três sóis e velhos juramentos

Entre salões fechados, areia escaldante e casas antigas que se recusam a cair, a guerra continua a mover suas peças — e cada passo dado parece aproximar o mundo de alguma coisa maior.

Nem toda guerra avança no som do aço. Há noites em que ela prefere os salões fechados, as palavras medidas, os pactos sussurrados e as vontades que se curvam sem perceber. Enquanto uns ainda olham para muralhas, exércitos e fronteiras, há quem já tenha entendido que o próximo golpe não será desferido apenas sobre corpos, mas sobre aquilo que sustenta reis, discípulos e impérios inteiros.

Em Ranab, a guerra segue respirando por trás dos planos. A dúvida toca quem antes parecia inabalável, velhas certezas já não vestem tão bem quanto vestiam antes, e mesmo aqueles que conduzem o tabuleiro sabem que não há mais espaço para caminhar como se nada tivesse sido contaminado. Ainda assim, ninguém recua. Porque há momentos em que seguir adiante não é bravura — é a única forma de impedir que o inimigo comece a vencer por dentro.

Longe dali, sob os três sóis, a estrada parece simples apenas para quem nunca atravessou o deserto. Uma caravana avança envolta em tecido, poeira e silêncio, levando consigo mais do que uma missão: levando presságios, desconfianças e a certeza de que sobreviver também é parte do plano. Há criaturas à frente, ameaças no horizonte e algo de muito maior escondido no fato de algumas vidas precisarem chegar vivas ao outro lado. O deserto, como sempre, não promete misericórdia. Apenas prova.

E enquanto a areia cobra coragem, outra frente da guerra se move entre mármore, vinho e tradição. Em Itália, uma casa antiga tenta decidir o próprio futuro sem perceber que o futuro já bateu à sua porta. Ilarin caminha entre senadores, votos, convites e ironias, mas por trás do decoro existe outra coisa: o pressentimento de que até as repúblicas mais antigas podem ser forçadas a escolher entre a memória do que foram e a ameaça do que ainda podem perder.

Assim a história segue. Não como marcha reta, mas como construção de um épico feito de areia, presságio, ausência, riso nervoso, velhos nomes e juramentos que talvez tenham sobrevivido tempo demais. E talvez seja justamente isso que torne tudo mais perigoso: o mundo ainda não caiu, mas já começou a se inclinar.

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