Só sei que foi assim #37
Entre sessões de terapia, gatilhos inesperados e a descoberta desconfortável de que talvez eu ainda não tenha desistido de mim.
O Alienista
Por Welyson Pereira
Mudanças… É engraçado pensar que, alguns meses atrás, eu comecei a fazer terapia pensando que não mudaria quem eu sou e apenas descobriria meios de conviver melhor com algumas questões que me assombram há anos, para, no final de tudo, buscar mudar coisas fundamentais da minha vida. Acho que fazer terapia duas vezes em menos de 5 dias faz isso com a pessoa, mas constatar que a minha falta de vontade de mudar era como se eu tivesse desistido de mim me chocou muito, um dos inúmeros tapas na cara que já tomei nas minhas sessões.
O mais engraçado é que, entre as sessões, aconteceu algo relativamente pequeno, mas extremamente importante para um dos meus fantasmas, na verdade o mais antigo e assustador deles. Por mais assustador que isso pareça — e isso me assustou pra caramba —, me fez valorizar ainda mais as pessoas que não desistiram de mim, que insistem diariamente para que eu mude para melhor. Mas é claro que nem tudo é flores…
Essa semana eu me vi não conseguindo assistir a uma série e escutar um episódio específico de um podcast, por conta de ambos falarem de assuntos que hoje em dia estão muito na minha cabeça. A série em específico se chama “Falando a Real”, o que é engraçado, porque eu assisti às duas primeiras temporadas sem problemas no passado, muito antes de começar a fazer terapia, mas hoje eu não consegui passar dos 15 minutos iniciais do primeiro episódio da terceira temporada e sei por que essa série pode me abalar muito.
Já o podcast se chama “Como eu vim parar aqui” e o episódio em questão é o #269 - “A crise dos 30: será que estamos atrasados?”. Embora eu não costume escutar esse podcast regularmente, minha atenção foi atraída automaticamente por esse título, o que se provou ser uma armadilha, visto que, com 6 minutos de episódio, eu tive que parar de escutá-lo, pois literalmente senti a minha ansiedade batendo nas paredes do meu crânio e me pedindo para parar. Mas, de alguma forma, eu estou aqui escrevendo sobre isso, e talvez isso já diga alguma coisa. E, para alguém que passou tanto tempo parado por dentro, talvez isso já seja mudança.
Não mexe na minha estante!
Essa semana gostaria de recomendar uma obrar muito importante para nós da IS nesse moneto: Se eu ainda estivesse aqui, o mais novo livro da IS Editora que está em pré-lançamento pelo catarase.
Em Se eu estivesse aqui, David Antunes nos conduz pela jornada visceral de Samuel, um adolescente aprisionado em uma pequena cidade dominada pela religião, pelo julgamento e pelo silêncio opressor de uma família que tenta anular quem ele é. Aos quinze anos, Samuel vive à sombra de um segredo que, se revelado, pode custar-lhe tudo. Seu único refúgio é Pietro, um amor cultivado em segredo através de mensagens, que se torna a promessa de um futuro onde a liberdade é possível. Mas o mundo de Samuel desmorona quando o medo se materializa. A descoberta de seu amor por Pietro desencadeia a fúria e a rejeição familiar, expondo-o a uma violência silenciosa e física que o leva ao limite. Apoie clicando aqui!
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Quem avisa…?
Estamos planejando voltar com o nosso Podcast, mas em um novo formato, e contamos com a ajuda de vocês para planejar esse retorno, ainda essa semana faremos uma enquete sobre isso. Enquanto não fazemos isso, deixo aqui um dos nosso episódios antigos para vocês conhecerem um pouco mais:
Pipoca na manteiga #34 — Feliz Dia das Mães! E quem acolhe as mães que não estão felizes? O Dia das Mães também pode doer.
Em quase vinte anos de consultório, eu já escutei muitas maternidades diferentes. E talvez uma das coisas mais importantes que aprendi seja justamente que não existe “a mãe”. Existe a mulher atravessada por uma experiência que nem sempre foi desejada, planejada ou suportável da forma como o discurso social insiste em vender. Sim, atendi mães que sonharam durante anos com a gravidez, que prepararam quartos, nomes, roupas e futuros.
"O olho mais azul" de Tony Morrison — Podcast IS
“A autora ganhou o Pulitzer em 1988 por sua obra Amada e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1993, sendo a primeira, e até o momento única, mulher negra laureada na categoria. Seu romance de estreia, O olho mais azul, publicado originalmente em 1970, conta a história de Pecola Breedlove, uma menina de 11 anos traumatizada pelos perversos efeitos do …
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